
Cerca de 57% dos consumidores de Porto Alegre pretendem comprar presentes para o Dia dos Namorados, segundo pesquisa do Sindicato dos Lojistas (Sindilojas POA). A projeção de movimentação financeira na Capital é de R$ 268 milhões, o que representa um crescimento de 11,7% em relação aos R$ 240 milhões registrados em 2025.
Por outro lado, a economia real opera em compasso de espera. Em plena semana da data comemorativa, o comércio de rua e os shoppings ainda registram baixo movimento.
— O movimento está mais baixo do que o esperado. A gente tem uma expectativa de que o Dia dos Namorados seja um segundo Natal e, na verdade, esse ano está bem tranquilo — conta Bruna Oliveira, gerente de uma joalheria localizada na Rua dos Andradas.
De acordo com o levantamento da entidade, 82,7% das transações seguirão concentradas nos canais físicos, com maior preferência pelos shoppings centers. A supervisora da rede de joalherias Safira, no Shopping Praia de Belas, Zeni Ferraz, também avalia o cenário com cautela.
— Esse ano está bem mais fraco comparado com outros anos. A nossa expectativa é sempre crescer e nunca diminuir a venda, mas esse está diferente.

O levantamento também aponta que 40% dos consumidores pretendem gastar mais neste ano, enquanto 39% devem manter o nível de investimento.
O desenvolvedor de software Guilherme Huyer, 34 anos, seguiu a tendência e já garantiu o presente esse ano.
— Eu investi um pouco mais e comprei um par de brincos. Encontrei bem por acaso, estava passando e pensei que pudesse ter alguma coisa aqui para sexta. De fato, tinha, já comprei e vou deixar guardado.
As lojas também estão apostando em promoções para atrair o público que busca por presentes mais acessíveis.
— A expectativa é alta porque é uma data importante, mas não atingiu o esperado. As pessoas vêm procurando bastante promoção e já pedem algum produto referente ao Dia dos Namorados — explica Caroline Lopes, que esperava por clientes em uma das unidades de uma rede de chocolates no centro da Capital.
Nem as flores, itens bastante buscados para a data, estavam com uma boa saída. Segundo a vendedora Silvana André, responsável por uma das tradicionais bancas de floristas da Avenida Otávio Rocha, este ano as vendas não superaram o faturado no Dia das Mães e no Dia Internacional da Mulher.
O cenário de baixo movimento era esperado por entidades do setor, que apesar de acreditar em uma leve antecipação nas compras em comparação ao ano passado, ainda vê a maior concentração de vendas ocorrendo na véspera.

A jornalista Dieli Fontoura, 40 anos, estava no shopping justamente em busca do presente deste ano. Para ela, que estava à procura de um acessório para o namorado, a compra estava mais difícil em razão da oferta de produtos. Já o corretor de imóveis, João Pedro Mandarino Lopes, 32 anos, se antecipou e já garantiu o presente para o quinto ano de relacionamento.
— Esse ano eu me antecipei e comprei na semana passada. Gastei um pouco mais, mas achei os valores bem parecidos com os do ano passado — contou ele que investiu em roupas.

