
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Vieira garantiu, nesta terça-feira (14), que não haverá desabastecimento de diesel no Brasil nos próximos meses. Em razão da guerra no Oriente Médio e alta no preço do petróleo, o governo federal anunciou medidas para mitigar impactos.
— Para acalmar o setor, já afirmo que a oferta de diesel para os próximos 60 dias está 25% acima da demanda. O abastecimento está garantido — disse durante coletiva na sede do Ministério de Minas e Energia.
Segundo Vieira, o Brasil trabalha para alcançar a autossuficiência na produção de óleo diesel. Atualmente, o país depende de cerca de 30% de importações, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
De acordo com o ministro, o planejamento para reduzir essa dependência já existia, mas ganhou urgência com a escalada dos conflitos internacionais, que pressionaram os preços globais.
Na mesma linha, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o governo adote todas as medidas necessárias para evitar que os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã atinjam a população brasileira.
Segundo ele, o Brasil segue tendência internacional, alinhando-se a mais de 40 países que têm implementado políticas fiscais para conter os impactos nos combustíveis.
Medidas adotadas
Entre as ações já adotadas pelo governo estão:
- zeragem de tributos federais (PIS/Cofins)
- criação de subsídios diretos a produtores e importadores, condicionados ao repasse ao consumidor
- instituição de imposto sobre a exportação de petróleo bruto para compensar perdas de arrecadação.
O pacote também incluiu o reforço na fiscalização da cadeia de distribuição e articulação com Estados para redução do ICMS.
Em 6 de abril, essas medidas foram ampliadas com um pacote mais robusto, que elevou as subvenções ao diesel, com incentivos diferenciados para produto nacional e importado, além de zerar tributos sobre o biodiesel.
As iniciativas passaram a contemplar também o querosene de aviação, com desoneração e oferta de crédito ao setor aéreo, e o gás de cozinha (GLP), que recebeu subsídios diretos.
Reajuste no Gás do Povo
Silveira também anunciou um reajuste orçamentário no programa Gás do Povo, voltado a famílias de baixa renda.
Segundo ele, cerca de 15 milhões de famílias já são atendidas pelo programa, considerado essencial neste momento de pressão sobre os preços.
De acordo com o ministro, a medida permitirá manter o atendimento atual e ampliar a cobertura para proteger a população mais vulnerável.
