
O mercado de trabalho brasileiro abriu 255.321 postos de trabalho em fevereiro, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O Rio Grande do Sul teve o segundo melhor resultado do país, com a criação de 24.392 mil novas vagas.
No Brasil, o número é resultado de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos. Em janeiro, o saldo havia sido positivo em 115.018 vagas, já incorporando os ajustes na série.
Todos os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas registraram saldo positivo na abertura de vagas formais em fevereiro, segundo os dados do Caged.
O setor de serviços abriu 177.953 vagas; a indústria abriu 32.027 vagas; a construção civil abriu 31.099 vagas; a agropecuária abriu 8.123 postos; e o comércio abriu 6.127 postos.
RS em segundo lugar
O Estado ocupa a segunda colocação no ranking das unidades federativas com maior saldo de vagas de trabalho com carteira assinada, totalizando 42.301 postos formais de emprego. Em fevereiro, o saldo ficou em 24.392 mil novas vagas.
O resultado decorre de 157.667 contratações e 133.275 desligamentos no mês. No mês passado, a indústria foi o setor de destaque no Rio Grande do Sul, com 11.576 novos postos de trabalho. A agropecuária vem na sequência com 7.428 novas vagas formais, seguido pelo setor de serviços com 5.603.
A construção registrou a criação de 1.368 novas vagas enquanto o setor do comércio, acompanhando tendência nacional, foi o único a apresentar resultado negativo, com a perda de 1.581 vagas formais.
Unidades da Federação
Em fevereiro de 2026, foram registrados resultados positivos em 24 das 27 unidades da Federação, com destaque para São Paulo (que criou 95.896 vagas), Rio Grande do Sul (24.392) e Minas Gerais (22.874). Os Estados com desempenho negativo foram Alagoas (que fechou 3.023 vagas), Rio Grande do Norte (-1.186) e Paraíba (também -1.186).
O salário médio real de admissão em fevereiro foi de R$ 2.346,97, uma redução de R$ 55,91 (-2,3%) em relação a janeiro (R$ 2.402,88). Já em comparação com o mesmo mês de 2025, que exclui mudanças decorrentes da sazonalidade do mês, houve aumento de R$ 62,94 (2,75%).



