
O Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master em novembro do ano passado e entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (2), é alvo de inquérito da Polícia Federal. A investigação foi aberta na quarta-feira (4) e apura se o Fictor cometeu possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro, equiparados a valor mobiliário e operar instituição financeira sem autorização.
No domingo (1º), o Grupo Fictor entrou com um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo para as empresas Fictor Holding e Fictor Invest, para assegurar "compromissos financeiros" que chegam a R$ 4 bilhões.
Negociação com Master
O Grupo Fictor anunciou um acordo para a compra do Banco Master no dia 17 de novembro. No dia 18, porém, a Polícia Federal realizou uma operação contra o Banco Master, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, dono da empresa. No mesmo dia, o Banco Central decretou a liquidação da instituição, pondo um fim no acordo com a Fictor.
O BC considerou o acordo entre as organizações como uma "cortina de fumaça" para tentar desviar a crise do Master, acusado de fraudes financeiras.
No pedido de recuperação judicial, o Fictor relaciona a crise ao consórcio para adquirir o Banco Master. De acordo com a companhia, fato teria prejudicado a imagem da financeira no mercado.


