
Os Correios anunciaram nesta sexta-feira (6) que vão colocar imóveis à venda. O objetivo é recuperar a capacidade de investimento da estatal que está em crise financeira. As informações são do g1.
Os Correios esperam arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro com a venda de ativos considerados ociosos. Os leilões estão marcados para 12 e 26 de fevereiro, e os lances serão feitos de forma digital.
Ao todo, serão ofertados 21 imóveis entre prédios administrativos, galpões, terrenos e apartamentos funcionais em 12 Estados: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. Os valores iniciais variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões.
Segundo os Correios, a crise pela qual a estatal está enfrentando não deve afetar a prestação de serviços à população.
Crise nos Correios
Em 28 de dezembro, os Correios anunciaram um prejuízo de R$ 6 bilhões, acumulado somente nos três primeiros trimestres do ano passado, resultando em uma ampla crise financeira na estatal. Este período de prejuízos chegou após a empresa operar cinco anos consecutivos com resultado anual positivo, entre 2017 e 2021.
Desde então, diversos motivos levaram a estatal a acumular uma série de resultados negativos: a taxação de compras de sites estrangeiros, o crescimento da competição no mercado da entrega de encomendas e o pagamento de acordos judiciais.
No relatório de divulgação do balanço do primeiro semestre daquele ano, quando os Correios já acumulavam prejuízo de R$ 4,3 bilhões, a empresa afirmou que "enfrenta restrições financeiras decorrentes de fatores conjunturais externos que impactaram diretamente a geração de receitas".
Ainda em outubro, o novo presidente dos Correios anunciou a intenção de captar R$ 20 bilhões para reforçar o caixa da empresa. O valor se somaria às outras medidas previstas em um novo plano de reestruturação, já aprovado pela nova gestão.
Este plano, prevê uma série de ações que buscarão recuperação financeira, revisão do modelo de negócios e expansão estratégica. Entre as medidas incluídas, estão:
- programa de demissão voluntária (PDV)
- redução das unidades de atendimento
- venda de bens da empresa
Outra medida prevista é o fechamento de até mil agências deficitárias. No país, o total de unidades em funcionamento é de 10,3 mil, sendo aproximadamente 500 no território gaúcho. Apenas cerca de 15% das agências dos Correios são superavitárias.
