
A Polícia Federal vai investigar um suposto esquema de fortalecimento de imagem de Daniel Vorcaro, com a contratação de influencer para a produção de conteúdos favoráveis ao Banco Master – liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025.
Colunista do jornal O Globo, a jornalista Malu Gaspar denunciou que influenciadores digitais receberam valores entre R$ 250 mil e R$ 2 milhões para gravarem vídeos contra o Banco Central (BC) e o Tribunal de Contas da União (TCU). Somados, os influencers, que não tiveram os nomes divulgados, têm cerca de 36 milhões de seguidores nas redes sociais.
Vereador de Erechim, na Região Norte do RS, Rony Gabriel foi um dos procurados para a produção dos conteúdos. Com 1,7 milhão de seguidores no Instagram, ele recusou a proposta e divulgou prints das mensagens recebidas.
"Estamos fazendo um trabalho de gerenciamento de reputação e gestão de crise para um executivo grande. E temos contratado perfis que se posicionam para nos ajudar nessa disputa política em que estamos travando contra o sistema. É um caso de repercussão nacional. Gente grande. Esquerda e centrão envolvidos", diz uma das mensagens recebidas pelo político gaúcho.
À GloboNews, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, confirmou a abertura do inquérito para apurar sobre o suposto esquema, que seria intitulado Projeto DV – alusão as iniciais de Daniel Vorcaro.
Conforme o g1, a defesa do Banco Master diz não ter informações sobre o suposto esquema. Já a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) observa que no final de dezembro houve um "volume atípico de postagens com menções à entidades e seus representantes".
"A Febraban está analisando se as postagens identificadas naquele período caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade, sendo que já se observou nos últimos dias uma redução significativa daquele volume atípico", disse a entidade em nota.
Vorcaro foi preso em 18 de novembro, em inquérito da Polícia Federal que apura sobre a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). A investigação estima R$ 12 bilhões em fraude.
