
Diretores do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) são alvo de operação da Polícia Federal (PF) deflagrada na manhã desta sexta-feira (23), relacionada ao Banco Master. No âmbito da Operação Barco de Papel, a PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão.
Um dos alvos é Deivis Marcon Antunes, atual presidente do Rioprevidência. O ex-diretor de investimentos Euchério Rodrigues e o ex-gerente de investimentos Pedro Pinheiro Guerra Leal, que haviam deixado os cargos após as suspeitas envolvendo o caso Master, também são investigados.
Segundo o g1, Antunes embarcou para os Estados Unidos em 15 de janeiro. O Rioprevidência é responsável por administrar o pagamento de aposentadorias e pensões de aproximadamente 235 mil servidores inativos no Rio de Janeiro.
Em nota, a Polícia Federal afirma que o objetivo é "apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro a risco elevado e incompatível com sua finalidade".
A investigação analisa nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024 que, segundo a PF, "resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado". O Rioprevidência confirmou ainda em novembro, após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, que realizou o aporte.
Segundo o fundo, os papéis foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034. Atualmente, a autarquia está em negociação para substituir as letras por precatórios federais.
"O Rioprevidência ressalta ainda que o pagamento de aposentadorias e pensões está garantido, não havendo qualquer risco para os segurados do Estado do Rio de Janeiro. Cabe destacar ainda que o valor investido junto à instituição é inferior ao da folha mensal paga pela autarquia aos aposentados e pensionistas, hoje em R$ 1,9 bilhão, custeada em grande parte pela receita de royalties e participações especiais", diz nota emitida em 18 de novembro.




