
A Itália indicou, nesta terça-feira (6), apoio à Comissão Europeia para o fechamento do acordo de livre comércio com o Mercosul. Com isso, a assinatura da parceria pode ocorrer já na próxima semana, de acordo com o g1.
Em dezembro, a Itália e a França pediram para adiar o acordo por falta de salvaguardas que protegessem seus agricultores. Com a parceria, entradas de matérias-primas, como carne bovina e açúcar do Mercosul, poderiam entrar de forma mais barata no mercado europeu.
No entanto, Giorgia Meloni, a primeira-ministra italiana, recebeu uma carta enviada pela Comissão Executiva nesta terça, que propõe acelerar o apoio de 45 bilhões de euros aos agricultores.
Segundo uma fonte da União Europeia que conversou com a agência Reuters, a carta foi bem aceita, o que levaria a Itália a apoiar o acordo comercial com o Mercosul em uma reunião marcada para sexta-feira (9).
Com a oposição da Polônia e Hungria e a crítica posição da França ao acordo, o apoio da Itália torna-se um fator decisivo para que o tratado seja assinado.
Os comissários europeus de Agricultura, Comércio e Saúde devem apresentar novas garantias sobre o futuro financiamento aos agricultores na Política Agrícola Comum (PAC), incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros para o próximo orçamento da União Europeia.
A iniciativa da PAC para o próximo orçamento de sete anos gerou preocupação entre países com forte setor agrícola e expectativas em outros, conforme manifestação de Geraldo Alckmin.
"Será o maior acordo do mundo", diz Alckmin
Com a movimentação no Exterior, o vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Alckmin, declarou nesta terça-feira, que o acordo Mercosul-União Europeia está bem encaminhado. Além disso, o ministro disse que o acordo, quando fechado, será o maior do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.
"O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul-UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo", afirmou a jornalistas depois do anúncio do resultado da balança comercial brasileira de 2025.





