
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,15 ponto percentual e chegou a 0,33% em dezembro. Os dados foram divulgados na manhã desta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em novembro, o principal indicador da inflação brasileira fechou o mês em 0,18%. No acumulado dos 12 meses de 2025, a inflação subiu a 4,26% – dentro da tolerância da meta estipulada pelo Banco Central (BC).
A expectativa do governo federal era de aumento ou redução de até 3%, mas a margem de tolerância foi estabelecida em 1,5% para mais ou para menos. Com isso, o acumulado do ano ficou dentro do esperado para o aumento de preços.
Para efeito de comparação, em dezembro de 2024 o índice foi de 0,52% – 0,19 ponto percentual acima do registrado no mesmo mês de 2025.
Os dados indicam crescimento dos preços de oito dos nove grupos analisados. O único a registrar deflação em dezembro foi o de Habitação, com redução de 0,33% puxada pela redução de 2.41% do valor da energia elétrica residencial.
Preços subiram
Com alta de 0,74%, Transportes foi o grupo que registrou a maior valorização de preços em dezembro. Em novembro, o índice foi de 0,22 – 0,52 ponto percentual.
A valorização do grupo é resultado do aumento de 13,79% nos preços de transportes por aplicativo. A elevação também tem impacto de 0,08 ponto percentual da subida de 12,61% nas passagens aéreas.
Artigos de residência foi o segundo grupo com maior elevação de preços no mês, fixada em 0,64%. O índice, que registrou redução de 1% em novembro, foi puxado pela elevação dos preços de tv, som e informática (1,97%) e dos aparelhos eletroeletrônicos (0,81).
Nos demais grupos, também houve registro de subida nos preços:
- Alimentação e bebidas: 0,27%
- Vestuário: 0,45%
- Saúde e cuidados pessoais: 0,52%
- Despesas pessoais: 0,36%
- Educação: 0,08%
- Comunicação: 0,37%
Panorama anual
No acumulado dos 12 meses de 2025, Habitação foi o grupo com maior aumento de preços: 6,79%. O percentual havia sido de 3,06% no mesmo período de 2024.
De acordo com o IBGE, a valorização no grupo da Habitação foi puxada pela elevação de 12,31% nos preços da energia elétrica residencial ao longo do ano. Outros índices influenciaram o grupo, como a variação positiva de 6,06% no aluguel residencial, de 5,14% no condomínio e a taxa de água, que acumulou aumento de 4,5% no ano.
