A Polícia Federal (PF) cumpre na manhã desta quarta-feira (14) 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master que foi preso em 18 de novembro. Atualmente, ele está em regime domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica.
Endereços de familiares do banqueiro também são alvo da polícia. Conforme o g1, ordens judiciais estão sendo cumpridas em imóveis em nome do pai, da irmã e do cunhado de Vorcaro. Um dos locais fica em em Santa Maria.
Cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel foi detido enquanto tentava embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes. No entanto, foi liberado após o cumprimento de mandados em seus endereços.
Também alvo, o empresário Nelson Tanure, da construtora Gafisa, foi localizado no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e teve o celular apreendido. Também há mandado contra João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos.
A ação é resultado da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suposto esquema de fraudes financeiras ligado ao Banco Master. Há duas linhas de investigação no inquérito: uma sobre transações com o BRB e outro que apura negócios ligados à Reag.
Os mandados são cumpridos no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, em São Paulo, na Bahia e em Minas Gerais. A reportagem de Zero Hora apurou que o mandado cumprido no Estado é em Santa Maria, na Região Central.
"As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações", diz nota da Polícia Federal sobre a ação.
Além dos mandados, a PF também cumpre o bloqueio e sequestro de bens e valores num montante de aproximadamente R$ 5,7 bilhões. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Houve ainda a apreensão de um revólver, relógios e ao menos três carros de luxo. Não se sabe até o momento se alguém foi preso.
O que diz Daniel Vorcaro
Em nota encaminhada ao g1, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o banqueiro tem "interesse no esclarecimento completo dos fatos" e que "todas as ordens judiciais no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência".
A defesa também voltou a afirmar que confia "processo legal" e que o empresário segue colaborando integralmente com as autoridades quando solicitado.

