
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise o material apreendido na segunda fase da Operação Compliance Zero, realizada nesta quarta-feira (14). Na ação, a Polícia Federal (PF) apreendeu bens como carros, relógios e outros itens de valor em endereços ligados ao dono do Banco Master e aos familiares de Daniel Vorcaro.
Mais cedo, o magistrado havia determinado que os bens e dispositivos apreendidos fossem lacrados e mantidos sob custódia na sede do Supremo Tribunal Federal (STF). A nova decisão, atendeu ao pedido feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o ministro reconsiderasse a ordem anterior. As informações são do jornal O Globo.
"A providência requerida pelo Procurador-Geral da República permitirá que o órgão acusador, destinatário do material probatório colhido nos autos, tenha uma visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções por ele, em tese, identificados até o presente momento", diz Toffoli na decisão.
O ministro afirma que a investigação revelou, um possível esquema de fraude na gestão de fundos, desvio de valores e lavagem de dinheiro pelo Banco Master.
Sobre a primeira determinação, de lacrar o material, em comunicado à imprensa, o gabinete do ministro do STF afirmou que o objetivo era a "preservação das provas recolhidas".



