
O Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) indicou estabilidade, variando 0,1% no terceiro trimestre do ano, em relação aos três meses anteriores, quando cresceu 0,4%. Os dados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado foi influenciado pelo avanço da indústria (0,8%) e da agropecuária (0,4%), enquanto os serviços tiveram variação de apenas 0,1%. Na indústria, os destaques foram as atividades extrativas, com crescimento de 1,7%, e a construção, que subiu 1,3%. As indústrias de transformação avançaram 0,3%, enquanto o segmento de eletricidade, gás, água e gestão de resíduos recuou 1,0%.
Nos serviços, houve alta em transporte (2,7%), informação e comunicação (1,5%) e comércio (0,4%), mas as atividades financeiras caíram 1,0%. O consumo das famílias cresceu 0,1% e o do governo, 1,3%. A formação bruta de capital fixo subiu 0,9%, indicando aumento nos investimentos. No setor externo, as exportações avançaram 3,3% e as importações, 0,3%.
O PIB totalizou R$ 3,235,7 bilhões no período, sendo R$ 2,786,4 bilhões referentes ao valor adicionado e R$ 449,3 bilhões aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. A taxa de investimento ficou em 17,3%, ligeiramente abaixo do mesmo trimestre de 2024 (17,4%), enquanto a taxa de poupança manteve-se em 14,5%.
O índice apresenta crescimento de 2,4% no acumulado do ano até o terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, o PIB cresceu 1,8% em relação ao mesmo período de 2024, registrando alta na Agropecuária (10,1%), na Indústria (1,7%) e nos Serviços (1,3%).
No ano passado, o PIB atingiu alta de 3,4%. Foi o quarto ano consecutivo de crescimento e o índice mais elevado desde 2021. Naquele ano, a economia brasileira cresceu 4,8%.
