
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, ficou em 0,25% em dezembro e fechou o ano com 4,41%. Em 2024, o acumulado havia sido de 4,71%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No mês de dezembro, seis dos nove grupos de bens e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta. O maior impacto (0,14 p.p) e a maior variação (0,69%) em dezembro foram registrados no grupo dos Transportes. Já no ano, a maior variação acumulada foi na Habitação, com 6,69%.
No grupo Transportes, o que mais inlfuenciou a alta foram as passagens aéreas, que subiram 12,71%, sendo o maior impacto de todos os 377 produtos e serviços coletados pelo IBGE. Também pressionaram o grupo o transporte por aplicativo, com alta de 9%, e os combustíveis, que subiram 0,26%. O etanol ficou 1,7% mais caro e a gasolina, 0,11%.
Inflação dentro da margem
É o segundo mês seguido com inflação acumulada dentro da margem de tolerância. Em novembro, o IPCA-15 tinha baixado para 4,5%, depois de ter ficado fora do limite desde janeiro. Em abril, o ponto mais alto desde então, chegou a 5,49%.
O fato de a inflação ter ficado a maior parte do ano acima da meta é a justificativa principal para o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ter elevado a taxa básica de juros em 15% ao ano, maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 15,25%.
O juro alto serve como freio à economia e, consequentemente, à procura por bens e serviços, o que tende a conter os preços. O efeito colateral é o desestímulo a investimentos e geração de emprego.
Maior alta de preços em Porto Alegre
Porto Alegre se destacou na maior variação de preços em dezembro, puxada pela alta nas passagens aéreas (11,32%) e na energia elétrica residencial (5,86%). No ano, a Capital tem acumulo de 4,87%.



