
A Fictor Holding Financeira confirmou nesta terça-feira (18) a suspensão da compra do Banco Master após o Banco Central (BC) anunciar a liquidação extrajudicial da instituição liderada por Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal (PF). O negócio havia sido anunciado na segunda-feira (17) e ocorreria por meio de um consórcio com investidores dos Emirados Árabes Unidos.
No comunicado, a Fictor informou que soube pela imprensa das medidas adotadas pelas autoridades. O grupo lembrou que a operação estava integralmente condicionada à aprovação prévia dos órgãos reguladores e disse que conduzia as etapas com "total transparência, responsabilidade e estrita observância" aos ritos legais.
A Fictor acrescentou que o consórcio não comentará o mérito das investigações e que se coloca à disposição de autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários. O grupo reafirmou ainda o "absoluto" respeito ao BC e demais órgãos de supervisão e controle, além de reforçar o compromisso com "integridade, transparência e estabilidade do sistema financeiro".
O caso encerra a breve tentativa da Fictor de entrar no setor bancário por meio do Master. Vorcaro teria tentando sair do país na segunda-feira à noite, poucas horas após o anúncio, e foi preso no aeroporto.
Ainda na segunda, os sócios da Fictor haviam dito à reportagem que esperavam que a força de uma oferta privada e o peso de nomes estrangeiros pudesse convencer o BC da viabilidade do negócio.




