
Os Correios registraram prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões nos nove primeiros meses de 2025, conforme balanço divulgado nesta sexta-feira (28). Esse é o 13º trimestre consecutivo de resultado negativo, sequência iniciada no fim de 2022. No primeiro semestre, as perdas somavam R$ 4,36 bilhões.
Entre janeiro e setembro, a estatal teve receita de R$ 12,3 bilhões, queda de 12,7% em relação ao mesmo período de 2024, quando faturou R$ 14,1 bilhões. Os custos operacionais recuaram 1,3%, passando de R$ 11,8 bilhões para R$ 11,7 bilhões. Já as despesas administrativas dispararam: subiram 53,5%, de R$ 3,1 bilhões para R$ 4,8 bilhões.
O principal fator para esse aumento foi o pagamento de precatórios, que saltou de R$ 483 milhões em 2024 para R$ 2,1 bilhões neste ano. Apenas no terceiro trimestre, foram reconhecidos R$ 524 milhões.
Outro impacto veio dos juros sobre empréstimos contratados entre dezembro de 2024 e junho de 2025, que somaram R$ 157 milhões. A empresa tomou R$ 550 milhões no fim do ano passado e R$ 1,8 bilhão em junho, ainda na gestão anterior. Parte das dívidas já foi quitada, mas há saldo pendente.
Em outubro, os Correios anunciaram intenção de captar R$ 20 bilhões para reforçar o caixa. Na semana passada, a nova gestão aprovou um plano de reestruturação, que prevê recuperação financeira, revisão do modelo de negócios e expansão estratégica. Entre as medidas estão programa de demissão voluntária, redução da rede de atendimento e venda de imóveis.

