
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (15) que o Brasil tinha até a ordem executiva do governo dos Estados Unidos publicada na sexta-feira (14), 23% de suas exportações para o país americano com tarifa zero. Após o anúncio, essa porcentagem de isenção passou para 26%.
— São US$ 40 bilhões em exportações aos Estados Unidos (números de 2024), desses, 42% tinham tarifa de zero a 10% e 24% estão na seção 232, na qual nós e o mundo estamos iguais e só perdemos competitividade para empresas dos Estados Unidos. Sobraram 33% que são o problema — explica o ministro.
Ele diz que essa última parte é na qual o país perdeu competitividade para outros países exportadores.
Diálogo entre Lula e Trump
Alckmin afirmou ainda que o diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, presidente dos EUA, foi importante para negociações. Segundo ele, o governo vai continuar trabalhando para reduzir mais tarifas e que ainda há "uma avenida pela frente de trabalho".
Para ele, a tarifa de importação ainda vigente sobre o café brasileiro exportado aos EUA "não faz sentido".
Redução de tarifas
Na sexta, Trump assinou ordem executiva para reduzir as tarifas sobre importações agrícolas, como carne bovina, banana, café, açaí e tomate.
A decisão ocorre em meio à pressão para que o governo reduza o custo de vida dos norte-americanos. A ordem executiva estipula que certos produtos agrícolas serão isentos das tarifas "recíprocas" impostas neste ano.
De acordo com g1, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, disse que a tarifa será reduzida em 10 pontos percentuais aos produtos brasileiros, ficando em 40%.
O país é o maior fornecedor de café para os Estados Unidos e um dos principais de carne — produtos que enfrentam alta nos preços, o que pressionou o governo de Trump.
Em agosto, Trump impôs ao Brasil tarifas de 50%, entre as mais altas do mundo, sobre boa parte dos produtos brasileiros usando como justificativa o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista.
Entre os produtos incluídos na ação estão
- Açaí
- Banana
- Café
- Carne bovina
- Castanha-do-Brasil / Castanha-do-Pará
- Frutas tropicais (banana, manga, mamão, abacaxi)
- Suco de laranja
- Tomates
No documento, o republicano afirma que outras mudanças não estão descartadas.
As medidas se aplicam retroativamente a partir das 2h01min (horário de Brasília) de quinta-feira (13). De acordo com Trump, haverá reembolso para a taxação no período, mas o documento não específica como acontecerá.



