
Em entrevista à imprenssa nesta quinta-feira (9) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que alternativas para substituir a medida provisória (MP) do IOF, que foi derrubada pela Câmara dos Deputados na quarta-feira (9), já estão sendo trabalhadas pelo governo.
— Nós vamos atuar, na medida das nossas competências constitucionais, pra fazer valer essa orientação que o presidente Lula deu desde o primeiro dia do mandato. Ele não vai abrir mão do fiscal, que são as contas públicas, nem do social — afirmou.
De acordo com o g1, rejeição da proposta deixou um rombo de cerca de R$ 21 bilhões no orçamento de 2026, que deveria ser coberto pela ampliação da arrecadação decorrente da MP.
A partir de agora, a equipe econômica do governo deve avaliar alternativas e cenários diferentes antes de apresentar a Lula, que terá a decisão final.
Reunião com ministros
O presidente Lula afirmou, em entrevista à Rádio Piatã, da Bahia, que pretende se reunir com ministros na próxima quarta-feira (15), para discutir alternativas de arrecadação.
O presidente disse também que conversou com Haddad, e com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ainda na quarta-feira, após a decisão da Câmara.
— Ontem (quarta) liguei para Haddad e Gleisi e disse para relaxarmos, não vamos perder o fim de semana discutindo o que aconteceu no Congresso. Estou indo para a Bahia, depois vou a São Paulo, depois a Roma. Eu volto na quarta-feira a Brasília, aí sim vou reunir o governo para discutir como vamos propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs, que hoje tem fintech maior que banco, paguem o imposto devido a esse País —declarou.




