
O empresariado brasileiro está com as atenções voltadas para os desdobramentos da reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada neste domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), principal representante do setor no país, afirma, em nota, que o encontro significa um "avanço concreto" nas negociações para reverter a tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros.
Equipes dos dois países vão voltar a conversar ainda neste domingo para ampliar as discussões sobre as sobretaxas. O governo brasileiro busca suspender as tarifas para, então, avançar em outras negociações.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, diz, também por meio de nota, que o setor acredita que haverá uma solução para o tarifaço. Segundo o executivo, um eventual acordo devolverá "previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras".
Em setembro, segundo mês do tarifaço, os envios do Brasil para os Estados Unidos caíram 20,3%. Os embarques do Rio Grande do Sul para o mercado americano desabaram 51,5% no período, em comparação com o mesmo mês do ano passado.
A CNI se colocou à disposição para contribuir tecnicamente com as relações "sem taxas abusivas" entre Brasil e Estados Unidos. A entidade também defende que as negociações entre os países girem em torno de áreas como energia renovável, biocombustíveis, minerais críticos e tecnologia.
Segundo o governo brasileiro, terras raras, minerais considerados estratégicos para produtos de tecnologia e armamento, estiveram entre os temas tratados na reunião Lula e Trump.



