
Os próximos passos da evolução e inovação da TV aberta brasileira e como esse futuro amplia e afina a conexão entre consumidores e empresas foram tema de evento realizado pelo Grupo RBS em parceria com a Associação Riograndense de Propaganda (ARP), nesta segunda-feira (15) em Porto Alegre, para celebrar o Dia do Cliente. A ação abordou a TV 3.0, também conhecida como DTV+, que coloca a geração da TV aberta brasileira em um ambiente mais interativo, com maior personalização de conteúdo e com qualidade de som e imagem superior. O serviço foi regulamentado pelo governo federal em agosto.
Eliseu Barreira Junior, Head de Marketing de Produtos Publicitários da Globo, foi responsável pela palestra que abordou o atual estágio da TV 3.0 e como o produto coloca o consumidor no centro de uma experiência mais fluida.
Usando o exemplo da Globo, Barreira Junior afirmou que esse próximo passo da TV aberta promove a combinação de dois mundos, unindo o alcance do broadcast, que a TV aberta tradicional sempre teve, ao broadband, marcado pela inovação que a internet e o digital trouxeram.
De um lado, os usuários ganham ainda mais protagonismo nesse cenário, podendo consumir conteúdos sob demanda, interativos e personalizados. Tudo isso em uma TV aberta com resoluções de vídeo melhores, como o 4K, e áudio imersivo e personalizável.
Do outro, marcas têm a chance de entregar produtos e serviços de forma direta, segmentada e interativa no ambiente da TV aberta durante a programação.
— O consumidor passa a estar muito no centro dessa experiência. Tudo passa a ser pensado sob a perspectiva de que existirá algum tipo de troca, uma interação entre os dois lados. Talvez algo diferente do que a gente experimentou ao longo dos últimos anos com o broadband tradicional — explicou o executivo.
Por exemplo, para os usuários, algumas das possibilidades passam por poder pausar, voltar ou avançar vídeos, alterar formatos de captação de som de um show, acessar comentários em tempo real em um jogo de futebol. Ou seja, o consumidor tem um controle ativo sobre os materiais oferecidos na TV aberta.
O evento pelo Dia do Cliente reuniu lideranças do mercado gaúcho e executivos da RBS.
Segmentação e novas possibilidades
Do ponto de vista das empresas, a TV 3.0 melhora a troca com os clientes em um ambiente mais personalizável e segmentado. Com isso, marcas poderão oferecer seus produtos não só por merchandising direto na programação, como ocorre hoje na TV tradicional.
Na DTV+, o formato interativo e comercial vai poder aparecer independentemente de um merchandising estar ocorrendo. Uma hamburgueria poderá oferecer seus serviços no contexto da veiculação de um filme, por exemplo, mesmo que a obra não trate do ramo de alimentação. O telespectador poderá fazer seu pedido em meio ao entretenimento, no mesmo ambiente.
Com o uso do CEP dos usuários, as empresas poderão fazer essas entregas de anúncios de forma hipersegmentada, atingindo com mais eficácia um público de determinada região, que tem hábitos específicos. A partir de certas interatividades, os telespectadores vão poder fazer um login e gerar um perfil de usuário, que poderão ser mapeados pelas empresas de anúncios.
— Você vai poder saber quem é esse usuário, quais são as características dele, os gostos, os hábitos de consumo. Tem as métricas do digital associadas à TV aberta. E esses exemplos falam muito sobre a possibilidade de você falar com muita gente ao mesmo tempo, no alcance massivo, mas mantendo a essência do digital, que é a segmentação do um a um. Ou seja, no fim do dia, é a combinação do melhor dos dois mundos para as marcas — explica o Head de Marketing de Produtos Publicitários da Globo, Eliseu Barreira Junior.
Como a transição para a TV 3.0 é um processo que ainda está em fase inicial, Barreira Junior destacou que existe um grande leque de possibilidades para avanços e inovações no campo da interação:
— Tudo isso ainda é uma página em branco. Em que sentido? Algumas interatividades a gente já consegue prever, mas muitas coisas ainda vão ser criadas. E essa criação vai surgir a partir da provocação que os anunciantes e os clientes trouxerem para a gente. Essa é uma das belezas da TV 3.0, da DTV+. Estamos desenhando juntos esse futuro.
Atualmente, o formato de TV 3.0 está em fase de testes no Rio de Janeiro. Na sequência, São Paulo também passará por esse processo. A estimativa é de que a cobertura da DTV+ atinja 78% no Brasil em 2032, chegado a 93% em 2035. O sistema necessita de um conversor para acesso às funcionalidades da DTV+. No futuro, aparelhos mais modernos terão o sistema embutido.




