
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta terça-feira (5) que, diante do "tarifaço" anunciado pelos Estados Unidos, o governo colocará em execução um plano de contingência para mitigar esse "ataque injusto" e aliviar seus prejuízos econômicos sociais. Ele reiterou que todas as medidas cabíveis serão tomadas, inclusive recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). As novas taxas começam a valer nesta quarta-feira (6).
Lula reafirmou que o compromisso do governo é com os brasileiros.
— O Brasil nunca saiu da mesa do diálogo. A única explicação que eu tenho é que interesses políticos, especialmente políticos eleitorais, não podem contaminar relações comerciais — disse ele, durante abertura da 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o "Conselhão", no Palácio Itamaraty.
O presidente repetiu que irá avançar em negociações comerciais com Emirados Árabes, México e Canadá durante sua presidência rotativa do Mercosul, que vai até o final deste ano.
Convite para a COP30
No mesmo evento, Lula afirmou que vai ligar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para convidá-lo para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) que será realizada em novembro deste ano em Belém:
— Não vou ligar para o Trump para conversar, não, porque ele não quer falar. Mas eu vou ligar para o Trump para convidá-lo para vir para a COP. Eu quero saber o que ele pensa da questão climática. Vou ter a gentileza de ligar.





