O governo federal anunciou nesta semana apoio à segunda edição da Semana Brasil, evento marcado para acontecer de 3 a 13 de setembro no comércio do país. Coordenada pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), a Semana Brasil teve a primeira edição em 2019, com 14 mil empresas participantes.
De acordo com o governo, com ofertas durante o período, a expectativa é por uma retomada da economia. O material da Secretaria Especial de Comunicação Social do Ministério das Comunicações diz que "a Semana é alicerçada em três pilares: colaboração, otimismo e oportunidade; e será a primeira data comemorativa do varejo após a reabertura do comércio".
Com a pandemia do coronavírus causando perto de 100 mil mortos no Brasil, muitos Estados mantêm as restrições ao comércio para evitar a aceleração da contaminação, seguindo recomendações de especialistas. A quantidade de infectados no Brasil chega a quase 3 milhões de pessoas, e o país é o segundo no mundo em pior situação diante do vírus, perdendo somente para os Estados Unidos.
No entanto, o mote do governo federal, que anunciou uma campanha publicitária para impulsionar a Semana, é de que o evento "vai se tornar o ponto de partida de um novo tempo para o comércio, tempo de normalização da relação econômica entre pessoas e empresas", nas palavras do secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Fabio Wajngarten.
Mesmo sendo um mês tradicionalmente de baixo apelo promocional, setembro é considerado um importante termômetro de confiança que antecede o último trimestre de cada ano. De acordo com o governo federal, no ano passado, segundo a Ebit/Nielsen, as vendas online cresceram 41% durante a Semana Brasil em relação ao mesmo período de 2018.


