
O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo (12) que o governo vai corrigir a tabela do Imposto de Renda do ano que vem pela inflação.
— Hoje em dia, o Imposto de Renda é um redutor de renda. Eu falei com o (ministro da Economia) Paulo Guedes que, este ano, no mínimo temos que corrigir de acordo com a inflação a tabela do ano que vem — declarou Bolsonaro, em entrevista ao programa do jornalista Milton Neves, da Rádio Bandeirantes.
Bolsonaro disse que passou a Guedes a orientação para que, "se possível", também se amplie o limite de dedução que os contribuintes podem ter com gastos de educação e saúde.
— É a orientação que eu dei para ele. Quero que ele cumpra. Orientação não é ordem, mas pelo menos corrigir o Imposto de Renda pela inflação, isso com certeza vai sair — afirmou o presidente.
Em um estudo de janeiro deste ano, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) calculou que, desde 1996, a defasagem média acumulada na tabela do Imposto de Renda é de 95,46%. "A não correção da Tabela do IR pelo índice de inflação faz com que o contribuinte pague mais imposto de renda do que pagava no ano anterior", justificou o Sindifisco, em seu estudo.
Na entrevista deste domingo, Bolsonaro tratou ainda da reforma da Previdência, principal prioridade da equipe econômica comandada por Guedes. Segundo ele, a mudança no sistema de aposentadorias é "a grande vacina" que o Brasil precisa no momento.
Ainda na pauta econômica, Bolsonaro defendeu medidas na área de combustíveis. Após reafirmar que "não tem ingerência" na política de preços da Petrobras, o presidente defendeu que os usineiros possam vender etanol diretamente para os postos de gasolina, sem a necessidade de intermediação de uma distribuidora.
Segundo Bolsonaro, isso pode diminuir o preço do litro do etanol em 20 centavos, aumentando a competitividade desse combustível em relação à gasolina.
— Se agirmos com racionalidade, temos como buscar soluções para o nossos problemas — concluiu o presidente.




