
Por Ricardo Heineck - CEO da DOCILE
A Docile opera uma cadeia ampla e contínua: insumos nacionais e importados, embalagens, ingredientes sensíveis, equipamentos, transferências entre unidades, além de uma distribuição que conecta o Brasil inteiro e diversos mercados internacionais.
Na sua avaliação, qual é o papel do transporte rodoviário para garantir o funcionamento dessa cadeia — desde a chegada dos insumos até a entrega dos produtos Docile em atacarejos, supermercados, distribuidores e exportadores? Como o transporte impacta qualidade, regularidade, velocidade de giro e competitividade no setor?
O transporte rodoviário é a matriz dos modais de mobilidade no nosso país e fundamental para a nossa operação. É por meio dele que recebemos insumos nas nossas fábricas de Lajeado e de Vitória de Santo Antão, em Pernambuco. É por esse meio que também fazemos a nossa produção chegar aos seus destinos em todo o país, passando pelo centro de distribuição de Extrema, no Sul de Minas Gerais, que tem uma posição estratégica para atender o Sudeste e parte do Centro-Oeste, mercados em crescimento no nosso segmento. Ter um meio de transporte confiável impacta diretamente na qualidade da entrega, que tem, entro outras variáveis, o prazo como fator determinante para cumprirmos nossos contratos e nos mantermos competitivos.
O que aconteceria com a operação da Docile caso o transporte rodoviário fosse interrompido por alguns dias? Quais seriam os impactos imediatos na produção, no abastecimento do mercado nacional e na cadeia de exportação?
A Docile produz mais de 4 milhões de quilos de guloseimas por mês, o que corresponde a mais de 200 mil quilos por dia, ou seja, 8 cargas de carretas de guloseimas, com 25.000 quilos. Além da questão de parâmetros de qualidade dos produtos em si, temos uma questão importante de alto fluxo e velocidade de giro para abastecer mais de 150 mil prontos em todo o país. Mesmo com a nossa capacidade de estocagem, que é robusta, dependemos de um transporte eficiente para dar previsibilidade aos nossos clientes e manter as gôndolas abastecidas com Docile. Somos uma indústria, mas temos que pensar também no nosso cliente final, que busca nossos produtos e é fiel à marca.
Como o senhor avalia o papel das concessões rodoviárias na modernização da malha viária brasileira? Estradas melhores podem elevar a eficiência operacional, a previsibilidade logística e a competitividade da Docile no Brasil e no exterior?
As concessões fazem o seu papel de dar qualidade e segurança para a malha logística. Além de elevar a eficiência operacional, temos que estar preparados para o crescimento das empresas. A decisão de investir também passa pela previsibilidade de um serviço que contemple esta alta e nos mantenha competitivos no Brasil e no exterior.
De que forma a mensagem “Eu Apoio a Vida – Transporte é Tudo” dialoga com os valores da Docile, que há décadas investe em inovação, desenvolvimento regional, sustentabilidade e geração de oportunidades na Serra Gaúcha e nas regiões onde atua?
Temos muito orgulho em contribuir com o desenvolvimento do Vale do Taquari e do Rio Grande do Sul. Investimos em inovação na indústria e nos nossos produtos e investimos também nos nossos colaboradores. Valores da Docile como o compromisso de cuidar das pessoas e a colaboração e mão na massa têm uma analogia direta com esta sinergia e com esta cooperação. Este movimento conjunto nos leva adiante como empresas, como parte de uma cadeia maior, com outros segmentos, e como parte da economia das regiões onde estamos presentes.
Na sua visão, qual é o papel das lideranças do setor alimentício na conscientização sobre a importância da infraestrutura rodoviária como fator de proteção à vida, competitividade industrial e desenvolvimento do Brasil? Como o engajamento empresarial pode fortalecer todo o ecossistema de transporte e distribuição?
Pelo tamanho do setor, é fundamental que tenhamos as lideranças alinhadas no sentido da conscientização da importância de toda a cadeia e da infraestrutura rodoviária como essencial para o sucesso dos nossos negócios. O setor alimentício, de forma especial, depende de condições que garantam qualidade dos produtos, prazos de entrega e contemple a amplitude geográfica. Queremos avançar cada vez mais e, para atender consumidores em todo o Brasil, precisamos contar com um transporte cada vez mais seguro e com qualidade.


