
Por Ronaldo Ferrarin, presidente da AGROFEL
Como você apresenta sua empresa no mercado brasileiro?
A Agrofel é uma empresa gaúcha com quase 50 anos de história, referência no fornecimento de insumos agrícolas, compra de grãos e soluções integradas para o agronegócio. Atuamos com foco no desenvolvimento sustentável do campo, oferecendo produtos de alta qualidade, assistência técnica especializada e um relacionamento próximo com o produtor rural. Com presença em diversas regiões do Rio Grande do Sul e expandindo a originação de grãos para Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, somos parceiros estratégicos do agricultor, contribuindo para o crescimento da produção agrícola e o fortalecimento da economia local.
Sua empresa se utiliza do transporte de carga nas operações diárias?
Sim. O transporte de carga é parte essencial da nossa operação diária. Utilizamos uma robusta estrutura logística para garantir o abastecimento eficiente de insumos agrícolas aos nossos clientes, bem como para o escoamento da produção até os centros de distribuição e comercialização.
O que representa o transporte de carga nas operações diárias de sua organização?
O transporte de carga é o elo vital entre a Agrofel e o produtor rural. Ele garante que sementes, fertilizantes, defensivos e demais insumos cheguem no tempo certo para o plantio e manejo das lavouras. Além disso, é por meio do transporte que contribuímos para a fluidez da cadeia produtiva, assegurando que a produção agrícola chegue aos mercados consumidores com qualidade e pontualidade. Sem uma logística eficiente, nossa missão de impulsionar o agronegócio gaúcho seria inviável.
Qual o impacto em suas operações caso esse transporte fosse interrompido por um determinado período?
Uma interrupção no transporte de cargas teria um impacto direto e severo em nossas operações. Atrasos na entrega de insumos comprometeriam o calendário agrícola, afetando a produtividade das lavouras e, consequentemente, a renda dos produtores. Além disso, a impossibilidade de escoar a produção geraria prejuízos econômicos significativos, afetando toda a cadeia do agronegócio e a segurança alimentar da população. O transporte é, portanto, um pilar estratégico para a continuidade e eficiência do nosso negócio.
O que você gostaria de agregar sobre a importância do transporte no desenvolvimento do RS?
O transporte é um dos principais motores do desenvolvimento do Rio Grande do Sul. Em um estado com forte vocação agrícola e industrial, a infraestrutura logística é determinante para a competitividade dos nossos produtos, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Investir em transporte é investir em geração de empregos, atração de investimentos, integração regional e crescimento sustentável. O fortalecimento da malha viária e a valorização dos profissionais do transporte são fundamentais para garantir o progresso do nosso estado.
Como você avalia o modelo de concessões de rodovias? Considerada uma alternativa eficiente para modernizar a infraestrutura. Estados como São Paulo avançaram muito com esse modelo, garantindo estradas seguras e bem conservadas. O Rio Grande do Sul deve seguir o mesmo caminho, com contratos equilibrados e tarifas justas, para que o investimento privado resulte em benefícios reais à logística e à competitividade regional?
O exemplo de São Paulo é emblemático. Desde a adoção ampla das concessões, o estado alcançou um padrão de excelência nas rodovias, com redução de acidentes, qualidade do pavimento e fluidez no tráfego. O segredo está na clareza contratual e no equilíbrio econômico-financeiro entre concessionária, governo e usuários.
No Rio Grande do Sul, a necessidade é evidente. O estado possui um dos maiores potenciais produtivos do país, mas enfrenta gargalos históricos de infraestrutura que afetam diretamente o custo logístico e a competitividade das exportações. Estradas em más condições, trechos não duplicados e manutenção precária encarecem o frete e reduzem a eficiência do transporte.
A transparência nas planilhas de custos, as revisões contratuais periódicas e o estudo aprofundado por especialistas na modelagem são pilares que garantem a legitimidade e a sustentabilidade do processo. Mais do que privatizar, é preciso profissionalizar a gestão da infraestrutura, transformando a malha viária gaúcha em um vetor de desenvolvimento.
Rodovias modernas e seguras não são apenas uma demanda logística; são um ativo estratégico para o futuro do estado.
Quais suas sugestões para que pessoas físicas e empresas apoiem a nossa campanha?
Acreditamos que a conscientização é o primeiro passo. Pessoas físicas podem apoiar a campanha compartilhando informações, valorizando os profissionais do transporte e respeitando as normas de trânsito. Já as empresas podem se engajar promovendo ações de valorização dos caminhoneiros, investindo em segurança viária e apoiando iniciativas que visem a melhoria da infraestrutura logística. Juntos, podemos fortalecer o reconhecimento do transporte como um vetor essencial para a vida, o abastecimento e o desenvolvimento do nosso país.


