
Na Serra Gaúcha, cinco municípios distintos em área geográfica, população, cultura, gastronomia e história se unem em um mesmo propósito: acolher, encantar e se desenvolver por meio do turismo. Gramado, Canela, São Francisco de Paula, Nova Petrópolis e Picada Café formam a Região das Hortênsias, uma importante indutora turística do Estado do Rio Grande do Sul e do Brasil - e um verdadeiro exemplo de como o turismo pode impulsionar comunidades.
A Região das Hortênsias é uma instância de governança regional, reconhecida pelo Ministério do Turismo, que contribui para a organização pública. Concentra 146 mil habitantes em 4,2 mil metros quadrados de área total, sendo que São Chico representa 78% dessa área.
A natureza sempre foi o maior destaque e está muito presente em cada município, mas são as flores de hortênsias e o caminho dos plátanos e araucárias que reforçam a identidade visual dessa região serrana, que tem ligação com a região metropolitana do Rio Grande do Sul e é vizinha da Região Uva e Vinho, fazendo divisas com Caxias do Sul em quatro dos cinco municípios.
Em até 90km, é acessada a partir de três aeroportos, diversas rodovias e atinge 4 milhões de habitantes, que são potenciais turistas regionais.
Grande potencial
Como em uma família de cinco irmãos, cada um tem a sua característica, maturidade e tempo de desenvolvimento, mas todos se complementam. Picada Café, com a peculiaridade de uma pequena cidade do interior e a rota dos cafés coloniais, recém-lançada ao público. Nova Petrópolis, como cidade hospitaleira, une a cultura germânica com a sua história ao título de Capital Nacional do Cooperativismo.
Gramado é potencializada por sua capacidade de contar histórias, com a diversidade turística dos seus eventos, parques, gastronomia e hotelaria, que se somam ao bom gosto do estilo arquitetônico europeu. Canela se apresenta com as belezas naturais, uma ampla rede turística e é chancelada como a Capital Nacional dos Parques. E São Chico tem uma geografia serrana que serve de palco para a cultura gauchesca e a diversidade cultural proposta em seus eventos.
Cada município da Região das Hortênsias tem um grande potencial de forma individual. Mas, quando se unem, esse potencial se multiplica. Juntas, essas cidades somam mais de 35 mil leitos, capacidade para atender 50 mil pessoas simultaneamente em seus restaurantes e empregam milhares de pessoas em mais de 50 setores da economia. O turismo aqui não é apenas uma atividade, é um movimento presente nas famílias que residem na região, nas comunidades que se desenvolvem a partir dele e nas histórias que se cruzam todos os dias. Mas, para que tudo isso se viabilize, precisamos de turistas!
Trabalho cooperativo
Ao mesmo tempo, exige um trabalho de cooperação constante, afinal de contas, o turista dificilmente visitará apenas uma cidade e, também, não sabe quais são as divisas entre um e outro município. Ele vem para a Região das Hortênsias, vem para a Serra Gaúcha. É como um fractal, onde as partes se repetem na sua devida escala. Onde cada parte representa o todo individualmente, mas se fortalece quando está junto.
Para que isso aconteça, é fundamental um planejamento coletivo entre a iniciativa privada, as comunidades, as entidades de classe e o poder público. No entanto, sabemos que, se este diálogo já é difícil quando acontece dentro do município, quiçá entre municípios.
Aqui, entra a responsabilidade e o protagonismo das entidades regionais. Iniciativas como os roadshows em Santa Catarina e Paraná, capitaneados pelo Contur Hortênsias, para a divulgação do destino; as ações do Sindtur Serra Gaúcha, como a campanha “Verão na Serra”, que estimula o turismo na região como alternativa às praias; ou mesmo o Flutua, sistema que interliga a rede hoteleira com parques e gastronomia, sinalizando o fluxo turístico atual, futuro e passado, e que se tornou uma poderosa ferramenta de gestão; e o G30 Serra Gaúcha que estruturou uma campanha para estimular os “hermanos argentinos” a passarem dois ou três dias na Serra Gaúcha, a partir das férias no litoral catarinense.
Enfim, importantes iniciativas coletivas regionais. E todas tiveram apoio da Sicredi Pioneira, que acredita no ecossistema de turismo como uma forma de construir comunidades melhores.
Entender este contexto é fundamental para compreender que a reputação e a estrutura turística complexa que a Região das Hortênsias entrega hoje é resultado de tempo, planejamento, capacidade de execução, resiliência e muita cooperação.
E para que tudo isso continue vivo e sustentável, precisamos valorizar o que foi construído ao longo de muitas décadas, desenvolver lideranças para guiar o futuro e estabelecer muito diálogo.
Por isso, você que está pensando em viajar, não tenha dúvidas: o faça! Esse ecossistema precisa de você. E a Região das Hortênsias, na Serra Gaúcha, está de braços abertos para te receber com acolhimento e hospitalidade.
Daniel José Hillebrand - Gerente de Relacionamento da Sicredi Pioneira e presidente do Contur Hortênsias



