
Responsável por 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul e um dos principais motores da economia gaúcha, o agronegócio tem enfrentado diversos desafios nos últimos anos. Entre eles estão os eventos climáticos extremos, que vêm provocando perdas consecutivas nas safras.
O excesso de chuvas — com enchentes, temporais e granizo —, somado a períodos prolongados de seca, tem afetado diretamente o desempenho das lavouras gaúchas. Esses eventos climáticos extremos provocaram perdas expressivas no potencial produtivo de culturas como soja e trigo.
A preocupação também aparece nos números: segundo pesquisa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), 86% dos agricultores enxergam as instabilidades do clima como um fator de impacto nas plantações.
O cenário exige resiliência e, sobretudo, estratégias para melhorar eficiência na produção. Com o objetivo de apoiar os produtores rurais, a Bayer lançou recentemente a campanha Semente Certa RS. Focada em sementes selecionadas com biotecnologia, a ação prevê uma bonificação de R$ 40 por saca de 200 mil sementes adquirida pelo produtor, o equivalente a R$ 1.000 por big bag de 5 milhões de sementes.
Fabiano Oliveira, líder de Negócios de Soja da Bayer Brasil, explica que a iniciativa reforça o compromisso com o fortalecimento da sojicultura no Rio Grande do Sul.
— Além de permitir acesso ao melhor da genética e da biotecnologia Bayer (Intacta RR2 PRO, Intacta2 Xtend e Xtend Biotec), a campanha irá bonificar o produtor que optar pela semente certificada, transformando a melhor decisão agronômica também em uma vantagem econômica — complementa Oliveira.
Para o produtor gaúcho
Voltada à safra 2026/2027, a campanha Semente Certa RS prevê o pagamento de bonificações a agricultores que adquirirem sementes certificadas com biotecnologia Bayer. Para participar da iniciativa, o produtor rural deve realizar a compra em sementeiras, cooperativas ou revendas credenciadas para a comercialização do insumo.
A partir de setembro, os participantes deverão efetuar o cadastro na plataforma Orbia (orbia.ag), aceitar os termos da ação e registrar os dados bancários para o recebimento do benefício. O valor a ser repassado será calculado com base no volume total de sementes — ou na área equivalente em hectares de salva legal — reportado no sistema Cultive Biotec (ITS) até a data-limite de apuração de cada ciclo de pagamento.
Não haverá limite de hectares ou de sacas de sementes para participação no programa. Apenas áreas de plantio situadas no Rio Grande do Sul estarão elegíveis para a ação.
Por que sementes certificadas
A adoção de sementes certificadas tem se consolidado como uma das principais estratégias para melhorar o alto desempenho e maior previsibilidade da lavoura. Ao reunir avanços em biotecnologia e melhoramento genético, a semente certificada traz mais segurança em termos de índice de germinação, pureza, vigor e sanidade vegetal, resultando em lavouras mais uniformes e mais resilientes às oscilações climáticas.
A integração da biotecnologia às sementes certificadas é reflexo, como pondera Oliveira, dos investimentos realizados pela Bayer, que destina 2 bilhões de euros por ano à Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na divisão agrícola. A multinacional conta com estações experimentais em Não-Me-Toque e Coxilha no Rio Grande do Sul, onde são desenvolvidas variedades de soja mais adaptadas às condições de clima e solo gaúcho.
— Os ambientes permitem a seleção de precocidade, proteção contra doenças e introdução de germoplasma temperado. Nestes espaços também são conduzidos ensaios regulatórios para registro de produtos derivados de biotecnologia e desenvolvimento de produtos de proteção de cultivos — complementa o líder de Negócios de Soja da Bayer Brasil.
Além dos ganhos produtivos, a escolha impacta diretamente a gestão econômica das propriedades. Ao combinar desempenho superior e mitigação de riscos, a tecnologia torna-se ainda mais relevante em regiões fortemente impactadas pelas instabilidades climáticas.
— Isso tudo traz produtividade e rentabilidade ao produtor. Ao longo dos últimos 20 anos, desde a introdução da biotecnologia no país, o Rio Grande do Sul saiu de menos de 8 milhões para cerca de 20 milhões de toneladas de potencial de produção de soja. A produtividade média no estado passou de 40 para mais de 50 sacas por hectare nos materiais avaliados — finaliza Oliveira.



