
Um dos espaços mais queridos pelo público, o Pavilhão da Agricultura Familiar da 26ª Expodireto Cotrijal conta com 224 expositores que chegam de diferentes regiões do Estado, representando 119 municípios. Do total de produtores, 48 (21,4%) participam pela primeira vez da feira.
O volume expressivo de estreantes é consequência da formalização de empreendimentos com o Selo Sabor Gaúcho, que certifica os produtos originários da agricultura familiar do Rio Grande do Sul.
O engenheiro-agrônomo Vilmar Leitzke, assistente técnico regional da Emater de Passo Fundo, destaca o crescente interesse do setor por feiras com produtos da agricultura familiar, o que é demonstrado anualmente pelo aumento de público e das vendas.
— O número de empreendimentos inscritos reforça o papel que essas feiras, principalmente a Expodireto Cotrijal, representam enquanto espaços de comercialização e de divulgação para a agricultura familiar. Todos os anos, os expositores se desafiam a trazer produtos inovadores para os visitantes — diz Leitzke.
No total, foram recebidas 351 inscrições de estabelecimentos interessados em participar do espaço. Então, houve uma seleção a partir de critérios definidos pelas entidades organizadoras.
— O Pavilhão da Agricultura Familiar é um dos pontos fortes da Expodireto Cotrijal, temos certeza de que será novamente um sucesso. Nos orgulhamos da demanda por espaços e queremos, cada vez mais, difundir a ideia de que é possível empreender em pequenas propriedades — comenta o superintendente de Produção Agropecuária da Cotrijal, Gelson Melo de Lima.
Conhecido pela diversidade de empreendimentos, o pavilhão deste ano também traz perfis variados de participantes, com 113 jovens e 97 mulheres, inclusive de comunidades indígenas.
O amplo cardápio inclui panificados, massas, embutidos, laticínios, vinhos, cachaças, erva-mate, artesanato e plantas. Dezoito produtores contam com certificações orgânicas.
Espaço para a tradição
Se por um lado a edição de 2026 contará com novos empreendimentos e forte presença de jovens, a tradição também tem seu espaço garantido.
É o caso da agroindústria Embutidos Weber, de Não-Me-Toque, que participa todos os anos, desde a estreia do pavilhão.
Cristian Weber conta que a empresa foi fundada em 2014 pelo pai, Ernani Weber, mas que a produção de embutidos acompanha a família desde a década de 1980.
Emocionado, ele relata que esta será a sua primeira Expodireto sem o pai, que morreu no final do ano passado.
— Como foi tudo muito rápido, desta vez não levaremos nenhum lançamento. Vamos com o básico: salame, copa, linguiça defumada e bacon. É um novo desafio, uma nova etapa, a jornada continua, mas é um pouco mais desafiadora — comenta Cristian Weber.
Projetando vender cerca de uma tonelada de embutidos, ele diz que já tem estoque em cura para atender à demanda por salames mais secos, preferência do público.
Weber destaca ainda que a feira é fundamental para consolidar a marca no mercado gaúcho e nacional.
O Pavilhão da Agricultura Familiar é promovido pela Cotrijal, Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul e Emater, com o apoio do governo estadual, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural.

