
O transporte coletivo vive um momento em que eficiência operacional, transição energética e viabilidade econômica precisam avançar simultaneamente.
Para operadores urbanos e rodoviários, o desafio não está apenas em renovar a frota, mas em encontrar soluções que aumentem a produtividade, reduzam custos, atendam às exigências ambientais e melhorem a experiência de passageiros e motoristas.
É nesse contexto que as soluções da Marcopolo apresentadas na Lat.Bus 2026 ganham relevância. Realizada em agosto, em São Paulo, a feira latino-americana do transporte reuniu discussões sobre eficiência, renovação de frota, sustentabilidade e novas tecnologias.
A partir dessa agenda, a companhia trouxe alternativas urbanas, rodoviárias e multienergéticas desenvolvidas para responder a diferentes necessidades de operação.
Produtos em destaque
Mais do que reunir diferentes tecnologias, o portfólio da Marcopolo parte da premissa de que cada operação tem necessidades próprias. Infraestrutura disponível, matriz energética, características das rotas, ambiente regulatório e capacidade de investimento são alguns dos fatores que influenciam a escolha da solução mais adequada.
– Nossa atuação em mais de 140 países permite compreender essas diferentes nuances operacionais e estágios da transição energética, transformando o conhecimento em soluções adaptadas às necessidades de cada mercado – afirma o diretor Comercial e de Marketing da Marcopolo, Ricardo Portolan.
A estratégia se reflete na prática com as principais novidades da companhia. No transporte rodoviário, o G8 TEC representa uma evolução da Geração 8, com soluções voltadas às demandas atuais de segurança, conectividade e eficiência.
No segmento urbano, o Torino 2027 incorpora evoluções direcionadas à disponibilidade da frota, manutenção e custo total de propriedade. Os dois projetos evidenciam como a companhia visa transformar demandas da operação em soluções de engenharia.
A mesma lógica pode ser observada em modelos que já estão em aplicação. O Volare Fly 10 GV, preparado para gás natural e biometano, o Volare Attack 10 Híbrido, que combina propulsão elétrica e geração de energia por etanol, e o Attivi Integral, plataforma elétrica desenvolvida pela companhia, representam diferentes caminhos para a transição energética já avaliados em condições reais de operação.
– A experiência obtida com essas aplicações alimenta o desenvolvimento de novas soluções e permite avaliar tecnologias a partir das condições encontradas no dia a dia. É esse conhecimento acumulado em diferentes operações que sustenta um portfólio capaz de acompanhar mercados em diferentes estágios de transformação – comenta o executivo.
Os benefícios dessa abordagem alcançam diferentes pontos do ecossistema. Para os operadores, recursos voltados à manutenção e ao diagnóstico buscam reduzir o tempo de intervenção e ampliar a disponibilidade dos veículos.
No Torino 2027, por exemplo, as novas portas têm folhas 30% mais leves, enquanto a arquitetura eletrônica e os sistemas de diagnóstico foram desenvolvidos para agilizar a identificação de falhas. As evoluções ainda envolvem ergonomia, segurança e conforto, como no sistema de climatização, que pode elevar em até 40% a velocidade média do ar e melhorar sua distribuição no salão.
Para as cidades, por sua vez, a adoção de tecnologias de menor emissão de poluentes amplia as possibilidades de descarbonização do transporte, movimento que já é testado com o Attivi Integral. Em Macaé (RJ), a plataforma percorreu mais de 3,2 mil quilômetros em operação urbana, permitindo avaliar seu desempenho em condições reais de uso.
Da tecnologia ao debate
A capacidade de transformar necessidades em soluções passa também pela discussão com os diferentes agentes do transporte coletivo. Isso porque, para a Marcopolo, a atuação não termina na entrega do veículo. Envolve acompanhar os desafios do setor e participar de debates que podem criar condições para sua evolução.
Na Lat.Bus 2026, por exemplo, a companhia atuou como articuladora de debates sobre temas que impactam diretamente os investimentos e a competitividade da mobilidade coletiva. Renovação de frota, financiamento, transição energética, sustentabilidade econômica, inovação e ambiente regulatório estiveram entre os assuntos discutidos.
A Reforma Tributária, contudo, ganhou destaque entre os temas abordados. A discussão colocou em pauta os possíveis impactos da nova estrutura tributária sobre investimentos, renovação de frota e competitividade do transporte coletivo. São questões que ultrapassam a decisão de compra de um veículo e influenciam a capacidade de modernização dos sistemas.




