
Qual o futuro do transporte coletivo no Brasil? Principal modal utilizado no país para os deslocamentos do dia a dia, o transporte coletivo vem se transformando e se modernizando ano após ano.
Além de soluções flexíveis, o setor tem caminhado ao lado da indústria, startups, hubs de inovação, universidades, centros de pesquisa e empreendedores para transformar ideias em soluções econômica e ambientalmente sustentáveis.
A inovação aberta na Marcopolo é uma estratégia corporativa transversal que conecta áreas como Engenharia, Pesquisa & Desenvolvimento e a Marcopolo Next a agentes de diferentes áreas. A iniciativa oferece ambiente para testes, validação técnica e possibilidade de escala para soluções com aplicação prática.
A inovação aberta faz parte da estratégia da companhia para identificar tendências, impulsionar a evolução da mobilidade e criar valor sustentável para o negócio e a sociedade. Segundo Gabriel Pereira, líder de Inovação da Marcopolo Next, diante da rápida transformação do mercado, contar apenas com recursos internos não é suficiente para solucionar desafios complexos.
— Buscamos conectar a experiência de 77 anos da Marcopolo com a agilidade, a criatividade e as tecnologias desenvolvidas por startups, universidades e parceiros do ecossistema. Essa combinação nos permite testar novas soluções com mais velocidade, explorar oportunidades de negócio e preparar a companhia para os desafios e necessidades futuras dos clientes e passageiros — diz.
Na prática
A Marcopolo transformou a inovação aberta em rotina de trabalho. O principal instrumento dessa aproximação é o GO³ Open, programa que conecta startups a desafios reais da operação da empresa. Na primeira edição, a iniciativa recebeu 93 propostas voltadas a temas como gestão de estoques, rastreabilidade, qualidade industrial, segurança dos colaboradores e transformação digital.
Alguns desses pilotos já saíram do papel. A Ledcorp aplicou tecnologia RFID (identificação de radiofrequência) para rastrear e monitorar peças de chassis ao longo do processo produtivo.
A Pyhigitall passou a rastrear veículos em tempo real na linha de produção e nos pátios da fábrica, por meio de sensores IoT. Já a TCX automatizou a geração de gabaritos de chicotes elétricos, reduzindo o tempo de preparação da produção.
Além dos programas estruturados, parcerias diretas também geram resultados práticos, como a solução desenvolvida com a startup Murbi para a gestão inteligente do transporte fretado dos colaboradores da unidade de São Cristóvão.
Para dar agilidade a esse processo, a empresa criou um "fast-track", com processo e governança específicos para contratação desburocratizada de startups aprovadas para participar do programa Go³ OPEN. O modelo é alinhado com as áreas de TI, Compras, Jurídico, Financeiro e Fiscal. No entanto, nem toda iniciativa avança para a escala. E isso faz parte do método:
— As áreas da Marcopolo participam ativamente dos testes, liderando a execução junto das startups, acompanhando indicadores e resultados. Dessa forma, conseguimos tomar decisões com base em evidências, acelerando a implementação das soluções que geram valor e encerrando rapidamente aquelas que não demonstram aderência ou impacto suficiente — ressalta o líder de Inovação da Marcopolo Next.
A inovação aberta é apenas uma frente da estratégia. A companhia também aposta no intraempreendedorismo, por meio do GO³ Intra, que já deu origem a negócios como o Marcopolo Motorhome (Nomade) e a MarcoAdditive.
A comunidade MVP (Marcopolo Venture Partners) mobilizou mais de mil colaboradores voluntários em torno de temas relacionados à inovação e ao futuro da mobilidade.
A atuação da multinacional se expande e vai além da sua atuação dos ônibus tradicionais, com produtos como o Marcopolo Rail, a participação no desenvolvimento do primeiro micro-ônibus autônomo do Brasil e parcerias com instituições como Instituto Caldeira, Instituto Hélice, TecnoUCS, SENAI, Sebrae, ITA e USP.
Colaborar para crescer
A verdadeira inovação acontece quando diferentes setores trabalham em conjunto para solucionar desafios capazes de gerar impacto coletivo. Por esse motivo, a relação da Marcopolo com agentes da cadeia produtiva é um dos caminhos para impulsionar o futuro o transporte.
Para Pereira, essas conexões ampliam a capacidade da companhia de identificar tendências, desenvolver conhecimento e acessar novas competências. Internamente, programas como o GO³, voltado à aceleração de projetos inovadores, e o MVP, comunidade de inovação, estimulam os colaboradores a participarem ativamente da construção do futuro da empresa.
— Essa combinação entre talentos internos e conexões externas contribuiu para o desenvolvimento de iniciativas que hoje expandem nossa atuação para além do negócio tradicional, explorando novas tecnologias, novos mercados e novas oportunidades relacionadas à mobilidade — finaliza.





