
Como a governança aparece na rotina das empresas? De que maneira fatores externos e mudanças na legislação impactam a condução dos negócios? E qual é o papel da transparência para as organizações gaúchas?
Esses e outros temas foram discutidos durante o videocast Governança pra Quem Decide, conduzido pelo jornalista Rodrigo Lopes. Integrante do projeto Pra Cima, Rio Grande – inciativa do Grupo RBS em parceria com Corsan, Marcopolo e Be8 – o programa apresentou soluções para governança frente a um período de reconstrução vivido pelo Estado.
Referência em biocombustíveis, a Be8 acredita que a governança corporativa se consolida ao unir segurança jurídica e previsibilidade regulatória na busca por soluções de descarbonização ao investimento constante no capital humano.
Essa visão estratégica integra o avanço dos biocombustíveis ao protagonismo da liderança feminina, ao cuidado com a saúde mental de seus colaboradores, e à educação corporativa contínua, posicionando a inovação e a valorização das pessoas como pilares de competitividade.
Confira os principais pontos abordados pela Be8 durante do videocast Governança pra Quem Decide.
Transparência na gestão
Em um ambiente cada vez mais conectado, a governança ultrapassa fronteiras e exige atenção constante ao cenário global. Nesse contexto, a comunicação se torna um dos principais desafios das organizações.
Com a circulação acelerada de informações e a multiplicidade de interpretações possíveis, empresas precisam transmitir mensagens com clareza, transparência e consistência.
A Be8 atua em um setor de combustíveis fortemente regulado. Nesse contexto, Ricardo Reckziegel, diretor Comercial da empresa, afirma que a companhia apoia a fiscalização e busca contribuir com propostas para aperfeiçoar a regulamentação.
— Com isso, a gente começa a criar um padrão mais alto, mais qualificado, com uma entrega mais robusta para o consumidor final— reforça.
Previsibilidade e segurança
Diante das transformações do setor energético, empresas buscam cada vez mais previsibilidade e segurança para direcionar investimentos. Nesse contexto, acompanhar o cenário externo tornou-se fundamental para identificar oportunidades e definir o momento mais adequado para investir.
A governança estratégica exige que lideranças empresariais ampliem o olhar para além das operações locais e monitorem tendências globais. Na Be8, essa atenção ao ambiente internacional vai além da gestão de riscos: é também um motor de inovação e uma porta de entrada para novas oportunidades de crescimento.
O acompanhamento do cenário interno também é decisivo, especialmente no campo regulatório. Sancionada em 2024, a Lei do Combustível do Futuro estabeleceu diretrizes e incentivos para a produção e o uso de combustíveis sustentáveis, como biodiesel e biometano.
Para a Be8, a segurança jurídica é um fator essencial para garantir previsibilidade ao mercado e estimular investimentos em novas tecnologias, criando condições para que a inovação avance de forma alinhada ao desenvolvimento do setor.
Liderança feminina
À medida que a diversidade ganha espaço na agenda corporativa, cresce também o investimento das empresas na criação de ambientes que incentivem o desenvolvimento e a valorização de lideranças femininas.
Para a gerente de Sustentabilidade da Be8, Ana Cristina Curia, a ampliação da presença de mulheres em cargos de liderança começa com a construção de uma cultura organizacional pautada pela transparência.
Segundo ela, esse compromisso deve estar alinhado ao propósito da empresa e à geração de valor compartilhado para todos os stakeholders, fortalecendo uma gestão mais inclusiva, sustentável e conectada às demandas da sociedade.
Na Be8, como reforça, Ana Cristina, a liderança feminina faz parte da cultura da empresa. Ela afirma que diversidade e ESG não são vistos como assuntos temporários, mas como princípios ligados ao propósito da companhia e refletidos em sua forma de atuar.
— Assim, a governança e os processos bem fundamentados permitem que as mulheres ocupem cargos de liderança por meritocracia e preparo, e não apenas para o preenchimento de cotas — diz Ana Cristina.
Saúde mental
A saúde mental dos colaboradores ganhou caráter estratégico nas empresas após a atualização da NR-1. A norma passou a exigir que as organizações identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais, como estresse, sobrecarga e assédio, incorporando essas questões de forma sistemática às práticas de saúde e segurança no trabalho.
Para Eliane Medeiros, diretora de Pessoas e Sustentabilidade da Be8, a atualização da NR-1 vai além do cumprimento legal e consolida aprendizados que ganharam força durante a pandemia.
Se antes as empresas precisaram lidar de forma emergencial com os impactos do isolamento e da ansiedade no ambiente de trabalho, a norma transforma a saúde mental em uma pauta estruturada de gestão. Segundo a executiva, o principal desafio está em equilibrar desempenho e bem-estar.
— O primeiro ano, principalmente, será de aprendizado para todo mundo. É um processo de transição sobre como as empresas vão trabalhar, como os funcionários vão enxergar esse esforço das organizações e como o governo também vai lidar com essas fiscalizações — pontua.
Treinamento contínuo
Em um mercado cada vez mais impactado pela tecnologia e por novas dinâmicas de trabalho, o desenvolvimento profissional deixou de ser um diferencial para se tornar uma prioridade estratégica.
Nesse cenário, a aprendizagem contínua ganha espaço como ferramenta essencial para que empresas e profissionais acompanhem as transformações do mercado.
Para a analista de Treinamento e Desenvolvimento da Be8, Jéssica Galvani, a área tem papel fundamental ao conectar capacitação, estratégia e cultura organizacional. Segundo ela, diante de mudanças constantes, as empresas precisam ir além da adaptação e atuar de forma proativa, antecipando tendências e orientando decisões com base em direcionadores estratégicos claros.
— Isso garante uma atuação alinhada ao negócio e, no fim das contas, traz mais engajamento e produtividade para a companhia — complementa.




