
Como a governança se traduz nas decisões que transformam uma empresa? De que forma mudanças regulatórias, novos desafios climáticos e transformações sociais impactam a condução dos negócios? E qual é o papel da transparência para organizações que precisam entregar resultados e, ao mesmo tempo, construir relações de confiança com a sociedade?
Essas foram algumas das questões debatidas no videocast Governança pra Quem Decide, conduzido pelo jornalista Rodrigo Lopes. Integrante do projeto Pra Cima, Rio Grande, iniciativa do Grupo RBS em parceria com Corsan, Marcopolo e Be8, o programa reuniu, ao longo de cinco episódios, especialistas para discutir como a governança contribui para empresas mais preparadas para um cenário de reconstrução e transformação do Rio Grande do Sul.
Na Corsan, esse debate está diretamente relacionado ao desafio de acelerar a universalização do saneamento no Estado.
Responsável por um serviço essencial à população, a Companhia vive um ciclo de expansão que combina investimentos, obras em diferentes municípios, inovação e novas formas de operar e se relacionar com os territórios.
Nesse contexto, governança significa criar condições para que essa transformação aconteça com transparência, responsabilidade, eficiência e capacidade de adaptação, conectando estratégia, pessoas e execução.
Confira alguns dos temas apresentados pelas lideranças da Corsan e da Aegea no videocast Governança pra Quem Decide.
Sustentabilidade para impulsionar a transformação
A transição energética passou a ocupar espaço estratégico nas empresas, estimulando investimentos em eficiência e fontes renováveis. No Rio Grande do Sul, a Corsan opera com 99% de matriz renovável e vem ampliando iniciativas para reduzir emissões e tornar sua operação mais eficiente.
No saneamento, sustentabilidade também está diretamente relacionada ao desafio da universalização. O Marco Legal estabelece a meta de atendimento de 90% da população com coleta e tratamento de esgoto até 2033. Na área atendida pela Companhia, a cobertura encontrada em 2023 era de 19% e já alcançou 30%.
Para Liliani Cafruni, diretora de Sustentabilidade da Corsan, avançar nesse ritmo exige combinar expansão da infraestrutura, eficiência operacional e gestão responsável dos recursos.
— Esse desafio exige frentes de obras em centenas de municípios e uma gestão energética eficiente. Trabalhamos com diversificação de fontes, como solar e biomassa, e com foco em ferramentas de gestão para ampliar nossa eficiência operacional — afirma.
Liderança que também abre caminhos
Transformações dessa dimensão dependem de pessoas preparadas para tomar decisões, formar equipes e conduzir mudanças. Nesse processo, o avanço das mulheres aos espaços de liderança também contribui para ampliar referências dentro das organizações.
Primeira mulher a ocupar a presidência da Corsan, Samanta Takimi vê a liderança não apenas como responsabilidade sobre os resultados do negócio, mas também como oportunidade de abrir caminhos para outras profissionais.
— Em determinado momento você consegue abrir portas para outras mulheres, representando-as com a sua trajetória. Há uma responsabilidade extra, de também representar outras profissionais — reforça Samanta.
Pessoas no centro da transformação
A saúde mental se consolidou como um tema relevante para as organizações, com impactos sobre ambiente de trabalho, produtividade e retenção de profissionais. A atualização da NR1, com a incorporação dos riscos psicossociais às diretrizes de saúde e segurança, ampliou essa discussão.
Para Bruno Jatene, CFO e diretor de Relações com Investidores da Regional Sul da Aegea, a liderança tem papel determinante na construção de ambientes de trabalho saudáveis.
— A liderança representa o ambiente. Se ele é saudável, pode ter certeza que isso é reflexo de como a empresa lida com esses assuntos e de como o líder, efetivamente, está lidando com eles — afirma.
Em uma empresa que ampliou significativamente o volume de obras e operações nos últimos anos, cuidar das pessoas também faz parte da capacidade de sustentar a transformação.
Conhecimento para acompanhar uma empresa que muda
A expansão do saneamento, a incorporação de novas tecnologias e a mudança na forma de operar também exigem novas competências. Por isso, desenvolvimento profissional deixou de ser apenas uma ação de capacitação e passou a integrar a estratégia das empresas.
Na Aegea, o estímulo à aprendizagem contínua busca preparar os profissionais para novas tecnologias e modelos de trabalho, ao mesmo tempo em que incentiva cada colaborador a assumir papel ativo na própria trajetória.
Para Marcello Zappia, diretor de Recursos Humanos da Aegea, autonomia e desenvolvimento caminham juntos.
— Quando a pessoa se atualiza e busca entender novas tecnologias e possibilidades, a tendência é que ela alcance resultados superiores — afirma.
Governança para transformar
Os diferentes temas discutidos ao longo do videocast convergem para um mesmo desafio: como preparar organizações para tomar melhores decisões em um ambiente de transformação permanente.
Para a Corsan, isso ganha uma dimensão concreta. Universalizar o saneamento significa ampliar infraestrutura em centenas de municípios, incorporar tecnologia, formar profissionais, responder a novos cenários climáticos e manter um diálogo permanente com a sociedade.
Nesse contexto, governança não está apenas nas estruturas formais de decisão. Está na capacidade de transformar estratégia em execução, investimentos em entregas e compromissos em resultados percebidos pelas pessoas.
É essa combinação entre responsabilidade, transparência, inovação e capacidade de entrega que ajuda a construir uma empresa preparada para os desafios do presente e para o saneamento que o Rio Grande do Sul precisa para o futuro.




