
O investimento no desenvolvimento profissional deixou de ser apenas uma iniciativa de capacitação e passou a ocupar um papel estratégico nas organizações.
Em um mercado em constante transformação, empresas que estimulam a aprendizagem contínua fortalecem suas equipes, ampliam a produtividade e criam condições mais favoráveis para o crescimento sustentável, através da consolidação da cultura organizacional.
Um estudo conduzido pela consultoria Gallup apontou que o investimento no engajamento e no desenvolvimento dos colaboradores impacta diretamente a performance corporativa, gerando um salto de até 21% na lucratividade e de 17% na produtividade das empresas.
Conduzido pelo jornalista Rodrigo Lopes, o quinto episódio do videocast “Governança pra Quem Decide” debateu o impacto estratégico da educação corporativa no ambiente empresarial. A iniciativa é uma produção de RBS Conteúdo para Marcas, cocriada pelas empresas Corsan/AEGEA, Marcopolo e Be8.
Investir em educação contínua é também uma forma de incentivar o protagonismo dentro das organizações.
Para Marcello Zappia, diretor de Recursos Humanos da Aegea, essa postura é um valor fundamental para a empresa, pois estimula os colaboradores a assumirem um papel ativo tanto nos objetivos do trabalho quanto na construção da própria carreira.
Segundo Zappia, a organização reforça constantemente a importância de iniciativa e autonomia no aprendizado.
— Falamos muito que as pessoas precisam ser protagonistas e ter iniciativa, tanto para os objetivos e planos de ação do trabalho quanto para a gestão da própria carreira. Estimulamos muito que os colaboradores busquem os conhecimentos importantes para crescerem profissionalmente. Quando a pessoa se atualiza e busca entender novas tecnologias e possibilidades, a tendência é que ela alcance resultados superiores — complementa o diretor.
A importância da retenção
A oportunidade de evolução profissional e o aprendizado contínuo consolidam-se como fatores determinantes para a retenção de talentos no mercado corporativo.
Esse cenário reforça a necessidade das organizações investirem em planos de carreira robustos para garantir a estabilidade e o engajamento de suas equipes.
O diretor de Recursos Humanos da Aegea reforça que o desenvolvimento profissional deve ser tratado como uma prioridade estratégica.
Segundo ele, os colaboradores buscam enxergar caminhos reais de crescimento dentro das organizações, e essa perspectiva tem ganhado cada vez mais relevância na retenção de talentos.
Embora remuneração e benefícios continuem sendo fatores importantes, a possibilidade de evolução na carreira passou a ter um peso ainda maior na decisão de permanecer em uma empresa.
— Um bom sistema de gestão de pessoas reconhece os indivíduos que fazem pontes entre as áreas e preenchem os vazios de comunicação da organização. Quem integra esses espaços é notado de forma diferente e ligamos isso à educação justamente na busca por conhecimentos que supra essas lacunas corporativas, sejam novas habilidades ou novas necessidades decorrentes de um produto ou posicionamento da área — diz.
Integração intergeracional
O equilíbrio perfeito no ambiente corporativo contemporâneo reside na sinergia geracional. O cenário ideal para as organizações envolve fundir a bagagem prática e o histórico de carreira dos profissionais mais experientes — fundamentais para a perpetuação da cultura organizacional — com a fluência e a facilidade digital dos talentos mais jovens.
Essa integração estratégica acelera a inovação e fortalece a identidade e os valores da empresa por meio de um intercâmbio contínuo de conhecimento entre diferentes gerações.
Para Zappia, as mudanças de comportamento acontecem quando os profissionais enxergam com clareza os benefícios da transformação. Nesse contexto, um dos principais desafios da gestão de Recursos Humanos é demonstrar, de forma prática, como a atualização constante e a adoção de novas tecnologias podem gerar ganhos individuais e coletivos, favorecendo o engajamento das equipes.
— Um ambiente verdadeiramente inclusivo gera engajamento e nos permite utilizar toda essa diversidade para abordar os problemas de forma complementar. Quando reunimos um grupo com diferentes formações, gerações e experiências, as perspectivas se somam, ampliando nossa capacidade de compreender os problemas e propor soluções — finaliza o diretor.
Pra Cima, Rio Grande
O movimento "Pra Cima, Rio Grande", uma iniciativa do Grupo RBS, constitui uma plataforma contínua de debate voltada ao desenvolvimento do Estado neste período de reconstrução. Com foco no longo prazo, a ação direciona seus esforços para cinco eixos estratégicos: Cidades e Soluções, Educação, Consumo, Empreendedorismo e Governança, visando o bem-estar dos gaúchos.






