
Em um mercado cada vez mais dinâmico, impulsionado pela tecnologia e por novas formas de trabalho, o desenvolvimento profissional passou a ser uma prioridade estratégica para as empresas. Para os colaboradores, esse movimento exige evolução constante, aperfeiçoamento contínuo e preparo para acompanhar as transformações do mercado.
A aprendizagem contínua já é uma realidade para organizações e profissionais que desejam acompanhar as transformações do mercado.
No quinto episódio do Governança pra Quem Decide, o jornalista Rodrigo Lopes conduziu com parceiros do Grupo RBS uma conversa sobre o impacto da educação corporativa nas organizações. O videocast é produzido por RBS Conteúdo para Marcas e cocriado com Corsan/AEGEA, Marcopolo e Be8.
A experiência de trabalho passou por transformações significativas nos últimos anos. Para Dayane Luize da Silva, analista sênior da Universidade Marcopolo (UniMarcopolo) e integrante da equipe de Educação Corporativa da multinacional caxiense, uma das principais mudanças está na forma como as empresas passaram a olhar para o desenvolvimento dos profissionais.
— Hoje, as empresas analisam a bagagem que o profissional traz e a nivelam com o que ele precisa ao ingressar na organização. No entanto, há um foco muito forte no que se espera da carreira, tanto por parte do profissional quanto da empresa, olhando para o futuro — diz.
Nesse contexto, o lifelong learning, ou aprendizado ao longo da vida, deixou de ser uma escolha individual para se tornar uma exigência básica do mercado de trabalho. Para Dayane, profissionais comprometidos com suas carreiras precisam acompanhar um ritmo cada vez mais acelerado de mudanças, marcado pelo excesso de informação, pela evolução constante do conhecimento e pelas novas demandas das organizações.
— O que hoje é visto como algo altamente inovador, amanhã já pode estar obsoleto, e o mesmo vale para o nosso conhecimento. Precisamos estar em constante atualização para acompanhar o mercado e esses mesmos movimentos rápidos que acontecem dentro das organizações — reitera.
Investindo na educação
Realizar investimentos em educação também é uma forma de reter talentos. Um estudo realizado pela Deloitte mostrou que o engajamento corporativo de organizações que investem em desenvolvimento profissional conta com índices de engajamento e retenção de 30% a 50% superiores àquelas que não têm.
Para fortalecer o desenvolvimento dos colaboradores, a Marcopolo investe na UniMarcopolo, uma iniciativa voltada à aprendizagem contínua e ao alinhamento do conhecimento às estratégias de crescimento da companhia.
Segundo Dayane, essa atuação parte da proximidade com o público interno. Na UniMarcopolo — e na Marcopolo como um todo — compreender a realidade dos colaboradores é parte da rotina diária. Por isso, a equipe busca estar presente no chão de fábrica para entender as demandas, os desafios e o contexto de quem participa das ações de desenvolvimento.
— Nosso maior projeto de desenvolvimento focado em lideranças contempla quase 500 líderes operacionais. Precisamos conhecer as dificuldades cotidianas deles para conseguir liberá-los para os treinamentos. Avaliar se a tecnologia é uma aliada ou se precisamos voltar ao formato presencial para esse público. Tudo depende da escuta e da percepção atenta para acessar a realidade de quem está sendo treinado. Não adianta desenhar projetos "sentados na cadeira" se não conseguirmos atingir ou engajar o nosso público interno — diz.
Diversidade de perfis e adaptação
Lidar com equipes diversas exige respeito às diferentes realidades dos profissionais. Em times digitais ou multidisciplinares, esse cuidado se torna ainda mais importante, já que cada geração pode ter níveis distintos de familiaridade com ferramentas e tecnologias.
Para Dayane, compreender essas diferenças é essencial para construir equipes verdadeiramente colaborativas, capazes de integrar diferentes perfis, experiências e formas de trabalho.
— Temos profissionais superdigitais que dispensam o uso do papel e querem acessar tudo de forma facilitada no celular, ao mesmo tempo em que lidamos com pessoas que têm aversão à tecnologia. E não é por falta de capacidade, mas por uma escolha pessoal de não querer mexer ou de querer fugir um pouco do digital. Precisamos adaptar nossos processos diariamente para respeitar essa diversidade e escolha — complementa.
Pra Cima, Rio Grande
O movimento “Pra Cima, Rio Grande”, liderado pelo Grupo RBS, promove o diálogo sobre o futuro do Estado. Com apoio da Marcopolo, Corsan/AEGEA e Be8, o projeto atua em cinco trilhas estratégicas: Cidades e Soluções, Educação, Consumo, Empreendedorismo e Governança, buscando soluções de longo prazo para os gaúchos.





