
Em um mercado dinâmico, impulsionado pela tecnologia e por novas formas de trabalho, o desenvolvimento profissional tornou-se prioridade estratégica para as empresas — e exige dos colaboradores evolução constante e preparo para acompanhar as transformações de todos os setores.
A aprendizagem contínua já é realidade para organizações e profissionais engajados nesse movimento.
No quinto episódio do videocast Governança pra Quem Decide, o jornalista Rodrigo Lopes conversou com parceiros do Grupo RBS sobre o impacto da educação corporativa nas organizações.
A produção é de RBS Conteúdo para Marcas, em cocriação com Corsan/AEGEA, Marcopolo e Be8.
A analista de Treinamento e Desenvolvimento da Be8, Jéssica Galvani, acredita que a área de treinamento e desenvolvimento é um ativo cada vez mais crucial para as organizações na medida em que está alinhada à estratégia e à cultura organizacional.
Para Jéssica, em um cenário de mudanças constantes, as organizações precisam ir além de apenas reagir às transformações: é necessário antecipar tendências e orientar suas ações por direcionadores estratégicos claros.
— Isso garante uma atuação alinhada ao negócio e, no fim das contas, traz mais engajamento e produtividade para a companhia — complementa.
Futuro do trabalho
Avaliar o mercado de trabalho é essencial para identificar as habilidades mais demandadas hoje e antecipar as competências que precisarão ser desenvolvidas no longo prazo.
Segundo o Relatório do Futuro do Trabalho, do Fórum Econômico Mundial, as competências mais desejadas para os próximos cinco anos estão ligadas à tecnologia e à inteligência artificial, e não tanto a aspectos inerentemente humanos.
No entanto, Jéssica pede atenção para as habilidades que também aparecem na pesquisa, precisam ser desenvolvidas, e são grandes diferenciais humanos: criatividade, proatividade, resiliência e life long learning (ou, aprendizado ao longo da vida).
—É fundamental desenvolver essas competências humanas juntamente com o conhecimento de ferramentas técnicas, para que a tecnologia possa escalar nossas iniciativas por meio de melhorias de processos — complementa.
Novas gerações
Lidar com a diversidade geracional nas organizações exige reconhecer que cada grupo aprende, se comunica e se engaja de formas distintas.
Enquanto profissionais mais experientes valorizam hierarquia e transmissão direta de conhecimento, os mais jovens buscam autonomia, feedback constante e formatos digitais e flexíveis.
Nesse cenário, a educação corporativa se torna o principal instrumento de conciliação: programas de capacitação que combinam mentoria intergeracional, trilhas de aprendizagem personalizadas e metodologias híbridas permitem transferir experiência sem sufocar inovação.
Jéssica avalia que essa é a primeira vez em que tantas gerações convivem simultaneamente no ambiente de trabalho. Para ela, essa diversidade representa uma oportunidade importante para as organizações, especialmente quando há abertura para reconhecer o potencial transformador dos profissionais mais jovens.
Na Be8, explica a analista de Treinamento e Desenvolvimento, há uma forte crença nesse potencial. No programa Trainee Be8, por exemplo, Jéssica afirma perceber o quanto as novas gerações podem contribuir para impulsionar mudanças, fortalecer o engajamento e gerar valor para a companhia.
— Não podemos deixar que se crie um viés de "nós contra eles". Todos buscam pertencimento e sentido no trabalho, tanto como profissionais quanto como pessoas. Desenvolver os colaboradores mais jovens para atuarem como facilitadores internos da cultura e da inclusão digital é uma maneira de dar propósito ao trabalho deles enquanto auxiliam os colaboradores mais antigos, gerando benefícios diretos para a companhia — reforça.
Pra Cima, Rio Grande
Liderado pelo Grupo RBS, o movimento “Pra Cima, Rio Grande” atua como uma plataforma permanente de diálogo sobre o futuro do Estado em um momento de reconstrução. A iniciativa busca reunir diferentes olhares e estimular a construção de soluções de longo prazo para os gaúchos.
O projeto concentra seus esforços em cinco trilhas estratégicas: Cidades e Soluções, Educação, Consumo, e Empreendedorismo e Governança.




