
Derivados de biomassa residual ou plantada, os biocombustíveis são ativos importantes para a transição energética, pois oferecem uma alternativa de combustão mais limpa em comparação aos combustíveis fósseis.
O produto foi desenvolvido com o objetivo de substituir o óleo diesel, contribuindo para a redução da emissão de gases poluentes e para a diminuição dos impactos negativos ao meio ambiente em razão do aquecimento global.
O mercado de biocombustíveis está aquecido no Brasil, com expectativa de quintuplicar até 2050. No Rio Grande do Sul, a Be8 — multinacional brasileira de energia renovável de Passo Fundo — criou, em 2023, um novo biocombustível.
O Be8 BeVant® foi desenvolvido e patenteado para substituir o óleo diesel sem a necessidade de modificações nos motores, podendo ser utilizado em veículos e máquinas com funcionamento a diesel, como caminhões, ônibus, máquinas pesadas, geradores de energia, navios e embarcações.
O biocombustível da Be8 reduz em até 99% a emissão de gases de efeito estufa no ciclo tanque-à-roda, com menor impacto de CO₂ frente aos combustíveis fósseis.
O Be8 BeVant® pode ser usado 100% puro — sem mistura com óleo diesel — e mantém alto desempenho em veículos, máquinas e equipamentos, com melhor aproveitamento energético durante a combustão.
De acordo com Sandro Tapparo, Head de Unidade de Negócio Be8 BeVant, uma das grandes vantagens do Be8 BeVant® é que ele é um substituto imediato para os motores de ciclo diesel.
— O Be8 BeVant® é uma solução real, já em uso por clientes de diferentes segmentos e aplicações, com adoção no Brasil e validações relevantes no cenário internacional. E, na situação em que estamos hoje no Oriente Médio, o valor que se paga na nossa solução é extremamente competitivo em relação ao que se paga no diesel fóssil — afirma.
Biocombustível na prática
Empresas de diferentes setores já utilizam o biocombustível Be8 BeVant® para reduzir emissões e manter a eficiência de operações movidas a diesel. Um exemplo prático pode ser visto no setor de navegação.
Em parceria com a Navegação Aliança, a Be8 concluiu, em dezembro de 2025, uma avaliação com o uso de 100% do Be8 BeVant® no abastecimento do navio NM João Malmann, em operação na navegação no interior do RS.
A iniciativa integra o Projeto Aliança 100% Biocombustível, lançado em 2024 para avaliar soluções energéticas mais sustentáveis com equipes da Navegação Aliança e da Be8. O teste na hidrovia do Rio Grande do Sul, entre Porto Alegre, Rio Grande, Pelotas e Guaíba, teve acompanhamento técnico da Volvo Penta.
— Os resultados superaram as expectativas. A performance técnica do sistema de propulsão suprida pelo novo biocombustível comprovou essa alternativa energética como sustentável para nosso modal — exaltou o diretor de Operações da Navegação Aliança, Ronei Calgaro.
Próximos passos
A Be8 segue fazendo movimentos para ampliar o uso do biocombustível para novos mercados, além de buscar investimentos para aumentar sua presença no país.
A empresa e a rede de Farmácias São João firmaram uma parceria para utilização do biocombustível Be8 BeVant®. O acordo teve início em fevereiro de 2026 e, após os primeiros resultados positivos, já avançou para um consumo regular na operação.
O novo biocombustível está sendo utilizado em duas empilhadeiras industriais e em um caminhão de carga pesada da rede, com abastecimento contínuo viabilizado por meio da instalação de um tanque de armazenagem dedicado no local, estruturado pela própria Be8.
— Esta iniciativa reforça nosso investimento em sustentabilidade com foco em energia renovável para cumprir metas ESG, incluindo projetos de eficiência energética e redução de emissões de CO₂. A adoção do biocombustível é uma decisão que une responsabilidade ambiental e eficiência operacional — disse Pedro Henrique Brair, Fundador e Presidente da Rede de Farmácias São João.
De acordo com Tapparo, a Be8 já avança com grandes players tanto no Brasil quanto no exterior, o que torna o produto uma alternativa viável, imediata e escalável para a descarbonização, sem exigir mudanças na infraestrutura ou nos motores.
— Os resultados confirmam que é possível avançar na transição energética com soluções já disponíveis, combinando desempenho, competitividade econômica e redução relevante de emissões — concluiu.




