
As mulheres estão cada vez mais inseridas no mercado de trabalho. No entanto, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 39% delas ocupam posições de liderança. Apesar da alta escolaridade e capacitação, elas ainda enfrentam desafios para alcançar cargos de tomada de decisão nas organizações.
Conduzido pelo jornalista Rodrigo Lopes, o terceiro episódio do videocast “Governança pra Quem Decide” — iniciativa que integra a nova fase do projeto Pra Cima, Rio Grande, do Grupo RBS — reuniu lideranças para discutir como a presença feminina nas empresas pode ser um diferencial estratégico. Produzido pelo núcleo RBS Conteúdo para Marcas, o videocast é cocriado com Corsan/AEGEA, Marcopolo e Be8.
Traçar um caminho rumo à liderança exige, sobretudo, esforço e capacitação. Para muitas mulheres, alcançar um posto de gestão também significa assumir uma responsabilidade que vai além do cargo: tornar-se referência para outras profissionais.
Para a diretora-presidente da Corsan, Samanta Takimi, ocupar um cargo de liderança máxima vai além da gestão técnica: trata-se de assumir um papel de referência que impulsiona a presença feminina no setor. Segundo ela, essa posição traz o compromisso de transformar a trajetória individual em um incentivo coletivo.
— Em determinado momento você consegue abrir portas para outras mulheres, representando-as com a sua trajetória. Há uma responsabilidade extra, de também representar outras profissionais — elucida Samanta.
Retendo talentos
Para além de alcançar cargos de liderança nas organizações, é necessário que as empresas saibam estabelecer estratégias para a retenção desses talentos, oferecendo um espaço verdadeiro de escuta para mulheres.
Para Samanta, manter esses talentos passa por uma boa governança, transparência e sinceridade nas relações.
— A qualidade das relações de trabalho dentro de uma corporação também envolve objetividade, saber para onde a tua carreira pode te levar, quais são as tuas oportunidades, o que você precisa desenvolver para crescer, além da formação e da humanização das pessoas — pondera.
Como exemplo prático, Samanta cita a preocupação de garantir um espaço adequado em frentes de obra. Ou seja, se vão existir mulheres ocupando aquela função, é necessário ter banheiros para homens e mulheres.
— É preciso se programar para acolher, caso contrário, fica no papel. Isso precisa fazer parte da rotina. Se não, vamos continuar tendo debates que são meramente protocolares, e precisamos trazer isso para a vivência das empresas — pondera.
Confiando no processo
A ascensão a postos de liderança no mundo corporativo é uma jornada de longo fôlego. Para as mulheres que almejam o topo, a diretora-presidente da Corsan destaca que o preparo técnico é o alicerce fundamental.
Segundo a executiva, o segredo está no estudo constante e profundo, pois, independentemente da área de atuação, é necessário se qualificar. Para Samanta, ser vista como uma profissional completa depende de ter um conhecimento amplo.
— Se você passou por várias áreas da empresa, conhece também diferentes perfis de clientes e aspectos da governança. Eu comecei como advogada e cheguei à presidência. Assim, os conhecimentos vão além do que aprendi na faculdade. Portanto, estudar, ter curiosidade e paixão faz com que você contagie as pessoas com a sua vontade de crescer — complementa.
Pra Cima, Rio Grande
O movimento "Pra Cima, Rio Grande", liderado pelo Grupo RBS, atua hoje como uma plataforma permanente de diálogo sobre o futuro do Estado em um momento de reconstrução. O projeto concentra seus esforços em cinco trilhas estratégicas: Cidades e Soluções, Educação, Consumo, Empreendedorismo e Governança, com foco em soluções de longo prazo para os gaúchos.
A iniciativa conta com o apoio de empresas como a Marcopolo, Corsan/AEGEA e Be8, e, em parceria com a RBS, essas marcas apoiam o desenvolvimento de conteúdos multiplataforma que estimulam o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul.


