
Ainda que exista um longo caminho a ser percorrido, as mulheres estão cada vez mais presentes em posições de tomada de decisão nas empresas. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ocupam cerca de 39% dos cargos de liderança no país.
Conduzido pelo jornalista Rodrigo Lopes, o terceiro episódio do videocast “Governança pra Quem Decide” — iniciativa que integra a nova fase do projeto Pra Cima, Rio Grande — trouxe uma conversa com lideranças sobre como a presença feminina nas empresas pode ser um diferencial estratégico. Produzido pelo núcleo RBS Conteúdo para Marcas, o videocast é cocriado com Corsan/AEGEA, Marcopolo e Be8.
A construção de organizações mais plurais e com mulheres em posições de liderança parte, como argumenta a gerente de Sustentabilidade da Be8, Ana Cristina Curia, de uma premissa de transparência dentro da empresa. Ela acredita que a cultura deve estar ligada ao propósito da companhia e à geração de valor compartilhado para os stakeholders.
— A liderança feminina está profundamente ligada a esses valores. Não vemos na Be8 a diversidade ou o ESG como uma “moda” passageira; quando esses elementos fazem parte da cultura e do propósito, tornam-se o nosso jeito de ser e não mudam conforme tendências externas. Assim, a governança e os processos bem fundamentados permitem que as mulheres ocupem cargos de liderança por meritocracia e preparo, e não apenas para o preenchimento de cotas — diz Ana Cristina.
Desenvolvimento de talentos
A presença e a permanência de mulheres nas organizações também passam por uma cultura forte, na qual o desenvolvimento dos colaboradores faz parte do dia a dia da empresa. Ana Cristina pontua que, principalmente para as gerações mais novas, a cultura da empresa e o impacto que ela tem na vida das pessoas fazem toda a diferença para a permanência dos talentos.
Trabalhando na área de sustentabilidade, a gerente entende que o impacto social é um fator decisivo para a retenção de talentos, gerando um forte sentimento de orgulho nas equipes. Na sua visão, a viabilidade financeira é o ponto de partida, mas o êxito definitivo de uma companhia reside no valor compartilhado — no qual os resultados financeiros e o bem-estar da comunidade caminham lado a lado.
— Uma liderança que acredita nisso conversa muito com a questão da liderança feminina, que é humanizada. As pesquisas mostram que 83% das pessoas que buscam uma empresa, ou ficam nela, procuram lideranças humanizadas. É aquela liderança que te escuta, que entende que a diversidade vai enriquecer o ambiente e trazer um resultado compartilhado. Não gosto de falar “reter”, mas em desenvolver essa pessoa para que ela cresça — complementa a gerente de Sustentabilidade da Be8.
Pra Cima, Rio Grande
O movimento "Pra Cima, Rio Grande", liderado pelo Grupo RBS, atua hoje como uma plataforma permanente de diálogo que discute sobre o futuro do Estado em um momento de reconstrução. O projeto concentra seus esforços em cinco trilhas estratégicas: Cidades e Soluções, Educação, Consumo, Empreendedorismo e Governança, visando à construção de soluções de longo prazo para os gaúchos.
A iniciativa conta com o apoio das empresas Marcopolo, Corsan/AEGEA e Be8, e, em parceria com a RBS, essas companhias contribuem para a criação de conteúdos multiplataforma que fomentam o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul.



