
O que a transição energética tem a ver com uma boa governança? Onde a estratégia e a sustentabilidade se encontram? No segundo episódio do videocast “Governança pra Quem Decide” — iniciativa que integra a nova fase do projeto Pra Cima, Rio Grande — o jornalista Rodrigo Lopes conversou com lideranças sobre como a transição energética deixou de ser apenas uma pauta ambiental para se tornar uma urgência econômica global. Produzido pelo núcleo RBS Conteúdo para Marcas, o videocast é cocriado com AEGEA, Marcopolo e Be8.
A transição energética no Brasil avança a passos largos. O país é considerado líder nesse movimento e, conforme o Ministério de Minas e Energia (MME), quase 50% da matriz energética brasileira é composta por fontes renováveis. Em Caxias do Sul, a Marcopolo tem se consolidado como uma das protagonistas dessa transformação, com investimentos crescentes voltados à descarbonização.
A transição energética consolidou-se como peça-chave da boa governança. Na Marcopolo, esse movimento é orientado por um planejamento estratégico de longo prazo, como explica o gerente de Engenharia de Planejamento e Desenvolvimento, Renato Machado Florence. A jornada rumo à descarbonização não é recente; integra um histórico consistente de iniciativas sustentáveis e, há anos, compõe a pauta de inovação da empresa.
— Essa pauta é central em nosso planejamento estratégico de longo prazo, com revisões periódicas para garantir alinhamento aos compromissos ambientais. O movimento também considera as dinâmicas de mercado, as necessidades dos usuários e, principalmente, a operação de nossos parceiros. Essa operação precisa ser sustentável não apenas do ponto de vista ecológico, mas também econômico e social. Com essa visão, já estamos nos preparando para as próximas etapas da rota de descarbonização — pontua Florence.
Governança para a transição
As transformações cada vez mais aceleradas do mundo exigem organizações mais preparadas. Para isso, é fundamental equilibrar o planejamento de longo prazo com as demandas do dia a dia, independentemente do setor. Nesse contexto, Florence destaca que, no Brasil, não há solução única. Para a empresa de Caxias do Sul, o caminho está na oferta de um portfólio diversificado, capaz de atender às necessidades específicas de cada mercado.
— Quando consideramos as dimensões do Brasil, fica claro que não é viável implementar ônibus elétricos em todos os lugares de forma imediata. Há o desafio concreto da disponibilidade de energia elétrica. Nos grandes centros, já enfrentamos disputas pela expansão da rede nas garagens de ônibus. O desafio é garantir energia na quantidade certa e no momento exato para assegurar a continuidade da operação — explica.
A principal lição, segundo o executivo, é avaliar se as inovações fazem sentido dentro da realidade da organização e do mercado. Um exemplo é o veículo elétrico movido a etanol por meio de um motor a combustão. Com essa tecnologia, municípios podem adotar veículos elétricos com a vantagem de abastecimento em postos convencionais, em cerca de cinco minutos, eliminando a necessidade de longas recargas de bateria.
— Também trabalhamos com outras alternativas como o biometano, solução extremamente sustentável que transforma resíduos de aterros em combustível para caminhões e ônibus, além do B100 (biodiesel 100%), projeto desenvolvido em parceria com empresas de Belo Horizonte. Nosso objetivo é garantir que todas essas frentes sejam não apenas tecnicamente viáveis, mas também economicamente sustentáveis — ressalta.
Pra Cima, Rio Grande
Lançado pelo Grupo RBS em resposta às enchentes de 2024, o projeto Pra Cima, Rio Grande consolidou-se como uma plataforma permanente de diálogo sobre o futuro do Estado. Após a fase inicial voltada à reconstrução, o movimento passa a priorizar temas estruturais, organizados em cinco trilhas: Cidades e Soluções, Educação, Consumo, Empreendedorismo e Governança.
Nesta etapa, o projeto conta com o reforço das empresas AEGEA, Marcopolo e Be8. Em parceria com a RBS, as marcas participam da cocriação de conteúdos multiplataforma voltados ao desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul.





