
Conforme um estudo da ADP Research Institute, realizado com 20 países de todo o mundo, os brasileiros representam os profissionais mais engajados em ambientes de trabalho. O levantamento indica que parte desse engajamento só é possível graças à confiança que os profissionais têm em seus líderes. Para eles, confiar é uma das principais atribuições que podem compor um ambiente colaborativo.
Ainda segundo o estudo, uma das vantagens de um espaço como este é estimular um desempenho muito mais qualificado dos trabalhadores, proporcionando o crescimento conjunto das empresas e de seus profissionais. Com a chegada da pandemia, esse foi um movimento natural para muitas áreas, que aprenderam a trabalhar através de um amplo convívio digital e multi localizado.
Os setores de criação e de marketing aceleraram o modo de atuar remotamente, bem como de maneira colaborativa e personalizada. É o caso de Felipe Fuentes, formado em design gráfico, pós-graduado em marketing, branding e growth, que tem mais de 13 anos de experiência de mercado em marcas do mundo todo. O profissional possui atuação no desenvolvimento e gerenciamento de marcas, fornece direção de criação à edição de vídeo, através de um hub de profissionais de todo o Brasil.
Em entrevista, o diretor de marketing e designer comenta esse novo momento da sua carreira:
Quais são os diferenciais deste modelo de negócio em comparação às agências tradicionais?
No período da pandemia, saí da agência publicitária onde trabalhava e resolvi montar uma equipe com atuação colaborativa espalhada pelo Brasil. São profissionais de edição de vídeo, social media, redação, entre outros. Esse pessoal fica conectado comigo e atendemos diversos tipos de demandas da área de comunicação, principalmente no ambiente digital. É um trabalho com diversas pessoas, mas, dependendo do projeto, podemos contratar outros especialistas. Por exemplo, não tem alguém fixo que atue com captação de vídeo, porém, temos como acionar um especialista e estúdios parceiros que fazem esse trabalho. Tudo é muito personalizado e customizável.
Se for comparar com uma agência tradicional, o nosso diferencial é que não somos segmentados por comercial, atendimento, entre outras áreas. Geralmente, a segmentação leva mais tempo para desenvolver um projeto e tem o risco de não sair conforme foi desejado inicialmente pelo cliente. Em nosso modelo, eu faço o contato direto, converso, entendo as necessidades e, após isso, vou criar, de forma colaborativa, com o meu time.
Para projetos de quais marcas já atuou durante esses mais de 13 anos na área de comunicação?
Já atuei em projetos para grandes marcas como RBS TV, Coca-Cola, Rorion Gracie, Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Gustavo Kuerten (Guga), Housi, Ronaldinho Gaúcho, Matriz Skate Shop, Macho Moda, Rafael Cortez, entre outros. Hoje, tenho uma atuação como head de marketing em um dos melhores escritórios de investimentos contratado do BTG Pactual, a Perspective Investimentos, onde desenvolvemos e gerenciamos a marca, com foco no posicionamento centralizado ao cliente e um branding pouco explorado no nicho. Não nos prendemos a determinados projetos, focamos na criação de marca, social media, campanhas e consultoria de posicionamento.
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Por que você resolveu reposicionar o seu modo de trabalho?
Percebi que não tinha uma proximidade tão grande com os clientes, atuando com uma marca com viés semelhante a agências. Dessa forma, reposicionei minha comunicação, usando meu sobrenome que carrega todo o orgulho de uma família de artistas e desenhistas técnicos, como meu pai e meu avô. Percebendo isso, quis tirar esse aspecto institucional e aproximá-los ainda mais de mim, até porque essa é a proposta do hub de criação, ter uma comunicação o mais próxima possível com o cliente.
Como você enxerga o mercado de criação e de marketing atualmente?
A aceleração digital e o desenvolvimento de novos negócios levaram à supersaturação e à concorrência excessiva na compra de mídia e no tráfego digital. O tempo gasto nas mídias sociais e nas telas não apenas atingiu o pico, mas está se estabilizando desde a pandemia. Infelizmente, a redução do tráfego digital não está reduzindo a publicidade digital, e estamos tendo o efeito oposto.
O espaço publicitário digital está se tornando ainda mais saturado. Mesmo que o tráfego esteja baixo e a saturação esteja alta, existem maneiras universais para as marcas trabalharem com seu público, produto e modelos de negócios para liderar o mercado. Muitas empresas, grandes e pequenas, estão desenvolvendo ferramentas e tecnologias que vão acelerar a descentralização da web e permitirão a introdução de mais canais de vendas e distribuição.
A economia do “creator” alcançará o próximo nível assim que os usuários, dotados de direitos sobre o conteúdo, chegarem ao centro da nova infraestrutura da web.
E quais são as projeções para sua carreira?
Para o próximo ano, a ideia é focar em segmentos da comunicação que mais me geram prazer e realização profissional, dividindo projetos com profissionais do Brasil todo.
- Pelo Instagram da Fuentes é possível acompanhar os mais recentes trabalhos de criação desenvolvidos.





