
Bem maluca, mas atenciosa e parceira: esse é o tipo de mãe que a apresentadora Brunna Colossi, 37 anos, imagina que será quando a primeira filha, Maria Cecília, chegar ao mundo. Ainda no forninho, a bebê já apresentou a jornalista a um amor transformador. O sentimento é tão grande que virou pauta de um programa especial na RBS TV.
O Que Amor É Esse? estreia neste sábado (18) nas telinhas dos gaúchos. Pensada e apresentada por Brunna, a nova atração, que vai ao ar entre o Baita Sábado e Tempo Bueno, busca celebrar o amor de mãe em todas as formas, combinando histórias reais, conversas profundas, informações, dicas e humor. A ideia é que, ao longo dos quatro episódios planejados, diferentes públicos se conectem, cada um à sua maneira, com esse sentimento.
Para a apresentadora, é difícil responder a pergunta que inspira o título sem ficar com os olhos marejados e a voz embargada:
— É um amor que tem me transformado em uma pessoa melhor, mesmo sem conhecer esse serzinho. É um amor de sentir o corpo e a cabeça se transformando. É algo capaz de mudar as nossas vidas completamente. Não sabemos como, ou o que vem por aí, mas sabemos que é para o melhor. É inexplicável de onde vem algo tão intenso.
Natural de Alecrim, no noroeste do Estado, Brunna construiu uma carreira que mistura comunicação e influência com naturalidade. Entre a rádio, a televisão e as redes sociais, ela brinca que está sempre ligada no 220V e que a pequena está vindo para ensiná-la como desacelerar e aproveitar o presente. Durante a gravidez, a jornalista não deixou de trabalhar e participou de muitos projetos novos.
— Converso com a minha barriga e digo para a Maria Cecília: “tomara que tu tenhas sorte de trabalhar com o que tu gostas, que nem a mãe". Porque eu acho que, de alguma forma, ela consegue sentir todas essas emoções. Vivi muitos momentos legais de trabalho com ela no forninho. Planeta Atlântida, Universo Alegria, mais de 12h ao vivo, entrevistei famosos, fui a shows, a estreia do Big Brother Brasil, entrei ao vivo para a Globo. Se ela, de alguma forma, sentir isso, vai saber que eu sou muito realizada e que isso me motiva — relembra.
Entrevistas
A comunicadora, que está no ar na 92 (nos programas Conecte 1ª Edição, Toca Aí e Domingão das Patroas) e à frente do quadro De Casa em Casa, no Baita Sábado, conheceu o marido, o jornalista Fábio Almeida, no Grupo RBS. Ela iniciou a carreira no Interior, onde os dois se conectaram como colegas e, depois de uns anos atuando em Porto Alegre, começaram a namorar. Casados desde 2019, sempre tiveram como sonho compartilhado construir uma família.

Após uma passagem de cinco anos pelo time de apresentadores do SBT, Brunna voltou para o Grupo RBS em 2025 e, pouco tempo depois, descobriu a gravidez:
— Por mais que sempre tenha sido um sonho, eu tive muitas tentativas e eu achei que era algo que fosse demorar muito para acontecer. Foi eu botar os pés aqui de volta que deu certo. Até brinco que foi no Grupo RBS que eu encontrei meu marido e eu tive que voltar para acontecer de ter minha filha. Acho que tem boas energias aqui (risos).
Em entrevista para Donna, Brunna Colossi abriu o coração e falou sobre maternidade, família e carreira.
Comportamento
Confira a entrevista completa com Brunna Colossi
Tu e teu marido tiveram que reorganizar as rotinas corridas de jornalista para esse sonho dar certo?
Ele sabia desde sempre que era o sonho da minha vida, porque eu sempre fui aquela criança convicta de que queria ser mãe. Me dou muito bem com os meus irmãos e era uma criança que gostava de cuidar de outras crianças. Tenho uma irmã mais velha, que também é muito mãe, e um irmão cinco anos mais novo. Lembro que eu tinha uma prima, lá de Chapecó, e quando ela vinha para cá, eu cuidava dela como se fosse uma boneca. Cresce com crianças no meu entorno. Tanto que sou dinda de nove.
Então sempre disse para ele que queria ser mãe e ele sempre concordou, que queria ser pai também. É algo muito bem definido entre nós, essa vontade de ter uma família. E a gente sempre pensou que, quando fosse para vir, iríamos decidir como faríamos, porque temos rotinas puxadas, minha família está longe, a mãe dele é falecida, minha cunhada também tem uma rotina puxada e meu sogro é um pouco mais velho. Pensamos em todas essas coisas. Porque nossa realidade não ia mudar. A ideia foi planejar a primeira etapa, que era engravidar, e depois pensar no resto. Sem criar grandes cenários, sem pensar muito no longo prazo, para não deixar a ansiedade ser maior ainda.
Se isso é a prioridade das nossas vidas, vamos dar um jeito. Conversamos com tantos colegas que deram um jeitinho de organizar a vida, por que nós não daríamos?
Tendo em vista a importância da tua família na tua vida, como a relação com a tua mãe te preparou para seguir esse momento?
A minha mãe é tudo. A gente tem uma sintonia muito forte, mesmo a distância. Ela muito inspiradora. Somos três e tivemos algumas mudanças de cidade ao longo da vida, por conta do trabalho do meu pai, e ela sempre acompanhou, cuidou da casa, de nós, do meu pai. Ela é organizada, alto astral, tem sempre a casa cheia, gosta de acolher muitas pessoas e todo mundo gosta dela. Ao mesmo tempo, sempre trabalhou fora, teve o comércio dela. Então ela é uma referência, porque se desdobrou entre vida profissional e vida familiar. É uma mulher forte, guerreira. E ela nunca se enxergou com essa supermulher, mas ela é. E ver que ela segue com toda essa disposição agora com a minha sobrinha é muito legal, me motiva. Ela tem oito anos, é o amor das nossas vidas e ressignificou muitas coisas para a nossa família.
E que tipo de mãe tu achas que vais ser?
Acho que eu vou ser bem maluca. Eu gosto muito de criança. Isso não significa que eu serei uma supermãe, mas eu tenho certeza que eu vou me esforçar muito porque tem algumas coisas que eu acabei aprendendo com a minha sobrinha, então já não me considero tão crua. Sei que é diferente, mas acho que vou ser bem cuidadosa e atenciosa. Normalmente, sou bem avoada, então sei que é algo que vou ter que focar bastante. Também sei que não vou ser braba, vou acabar me derretendo.
Eu quero muito que ela me veja como uma grande parceira, sabe? Claro, que tenha aquele respeito, que ela saiba que quando eu falar sério, é sério mesmo. Mas que a gente tenha muitas coisas de parceria, de trocas entre mãe e filha, e que ela me veja como uma pessoa que ela pode confiar.
Sendo a filha do meio, tu sonhas em ter mais filhos e poder proporcionar essa experiência para a Maria Cecília?
Eu adoraria. Vou fazer 38 anos em maio, então essa coisa da idade pode complicar um pouco. Mas acho que é exatamente isso: como eu tenho uma relação muito forte com os meus irmãos, somos muito ligados, eu queria muito que ela sentisse esse amor. Que soubesse como é incrível poder contar com os irmãos. Mas ela vai ter a prima dela, minha sobrinha, que vai ser como uma irmã. E outros primos, e outras relações que também se fortalecem. Mas se Deus mandar, vamos encarar. É tudo no tempo Dele, eu tive que aprender isso.
Tu és uma pessoa pública e, como tu mesmas dissestes, a gravidez transformou teu corpo. Em algum momento tu sentiste uma pressão estética por essa nova fase?
Vindo dos outros, não. Mas vindo de mim, sim. Porque eu sou uma mulher grande, e eu sempre pensava como que eu iria me sentir durante a gestação, se eu iria me gostar ou não. Sou comilona, nunca fui de fazer dieta, então tentei acrescentar alimentos mais saudáveis na minha rotina, mas não consegui abrir mão dos doces, por exemplo. Eu estou grávida, estou gordinha, mas estou saudável e estou me gostando.
As pessoas me dizem que estou radiante, mas fico pensando se não estão falando só para me agradar. Porque tem dias que eu me sinto uma capivarinha (risos). Quando eu olho para a minha barriga, acho ela linda, maravilhosa. Então são dias e dias. Tem sido um presente carregar ela. Quando fiz as fotos, me achei maravilhosa. Não imaginei que esse momento seria tão importante para a gestação, de ver uma versão minha que eu não conhecia e eternizar isso para, um dia, poder olhar e dizer “eu fui uma grávida muito bonita”.
Como a Brunna mulher ficou com a chegada da Brunna mãe?
Eu ainda me sinto a mesma pessoa, mas sei que essa confusão vai acontecer depois. Até fico pensando: quanto tempo vai levar para eu voltar a ser essa Brunna? Mas sei que não vou voltar a ser. Como eu vou fazer a despedida dessa Brunna de agora, que está para sempre transformada? Às vezes ainda me acho tão guriazinha, que estou grávida na adolescência (risos). Mas tenho quase 40 anos, sou uma mulher. Me sinto tão jovem, cheia de planos e de ideias. É muito do meu espírito. E me cobro de amadurecer porque agora sou mãe e minha postura tem que mudar. Aos poucos, começa a nascer uma nova Brunna. E eu quero muito trabalhar para que ela seja madura, mas que eu nunca perca meu jeito alegre e divertido de ser. Que foi o que me levou a conquistar o que eu tenho hoje. Sou confiante, determinada, positiva e quero passar isso para a minha filha.

Muitas mulheres relatam que se deixaram de lado, ou que a relação com o marido mudou depois da gravidez. É uma preocupação tua?
Eu e o Fábio conversamos bastante sobre isso. Sabemos que é natural que, no início, principalmente com a chegada da Maria Cecília, fiquemos muito focados nela e até que podemos esquecer que somos um casal. Falamos sobre, nesse primeiro momento, focar nela, mas que depois tentarmos sempre termos momentos só nossos. Porque sabemos que isso acontece com muitos casais, então vamos tentar trabalhar para que as atenções sejam dela, mas que nós possamos lembrar que também precisamos nos enxergar.
Fizemos uma baby moon (viagem de casal antes do bebê nascer) para ficar juntinhos e fazer esses acordos, para que depois possamos nos manter firmes. Sabemos, pelos relatos de muitos amigos, que isso mexe com o relacionamento e que, se não tiver bem sólido, pode até enfraquecer ao invés de unir mais. Eu tenho certeza de que não vai ser fácil porque é algo que nunca vivemos, vamos ter que aprender tudo e, por enquanto, estamos planejando meio às escuras.
Acho que, desde a gravidez, nós temos nos admirado ainda mais. Quando ele conversa com a Maria Cecília, toca na barriga e fala com ela, eu sei que nós três já somos uma família. Isso só aumenta minha admiração por ele, porque eu já vejo ele muito mais preocupado, cuidadoso e um superpai. Esses dias ele estava pintando o quartinho dela e eu vi o orgulho que ele estava sentindo naquele momento.
Teu pai também é assim, no estilo paizão?
Ele e o Fábio são parecidos em muitos sentidos. O meu pai é superprotetor. Ele não é daqueles que cria os filhos para o mundo, ele nos quer pertinho. Se ele pudesse, todos nós estaríamos morando com ele até hoje. Acho que por isso que sou tão família e tenho essa necessidade de sempre estar perto. Ele nos criou para saber que o mais importante é a família, que temos que correr atrás do que queremos, realizar nossos sonhos, mas sempre lembrar de estar perto de quem importa. Meu pai me deixou ir, mas sempre me deu apoio.
Quando eu tinha nove anos e nos mudamos de cidade, na fila da matrícula da escola nova, onde eu não conhecia ninguém, ele foi lá, conversou com uma menina e me apresentou ela. Ele fez aquela primeira amiga para mim e sempre lembro disso. Até hoje, se tem alguma decisão difícil que preciso tomar, consulto eles.
Como é a relação entre carreira e maternidade para ti? Tem muitos sonhos profissionais para realizar?
Eu saí da casa dos meus pais com 17 anos e fui para a faculdade em São Borja. Depois que me formei, comecei a trabalhar freneticamente e dei muita prioridade para a minha carreira. Não me arrependo em momento algum porque me sinto muito realizada. E isso é uma coisa que me traz tranquilidade em ser mãe agora, porque tudo que eu tinha colocado de meta para a minha vida profissional, eu cumpri. Fiz tudo o que eu queria fazer, vir para Porto Alegre, apresentar programa na televisão, trabalhar na rádio. Não tem nada faltando, que fosse me deixar sentindo que abri mão de algum outro sonho para poder ser mãe.
Agora eu tenho que construir novos sonhos, novas metas. Enquanto durar a licença-maternidade, pretendo trabalhar nas redes sociais. Depois que eu voltar, vou precisar entender como o fluxo vai continuar, porque quero seguir dando o meu melhor, mas vai ser uma Brunna que eu não conheço ainda. Mas, em um futuro não tão distante, também quero voltar para o Interior, e aí vou ter que abrir mão de alguma coisa aqui, para me reinventar de novo.
Eu nunca tive esse sonho de ir embora para o Rio de Janeiro ou São Paulo. Sou muito bairrista e tenho uma vida muito boa em Porto Alegre. Por mais que eu ame de paixão o meu trabalho, isso vem em um segundo plano. O primeiro é a família. Então quero continuar sonhando em ficar no entretenimento, que é o que me realiza. Porque eu me descobri no entretenimento, é o que eu realmente amo fazer, é o que me realiza.
O que tu dirias para essa Brunna de 17 anos, pronta para começar a faculdade?
Eu diria que deu muito certo. Que ela tomou a decisão certa e acreditou nela mesmo. Quando eu fui embora e quando eu dizia que queria trabalhar na televisão, as pessoas pensavam que seria muito difícil. Era tipo “ah, deixa ela sonhar”, sabe? Durante a faculdade, os colegas me olhavam meio desacreditados. Nós nem tínhamos laboratório de televisão na faculdade, então era um sonho muito distante.
Eu diria para mim mesma: “que bom que tu foste determinada!”. Porque nem eu acreditava em mim. Foi uma construção de coisas que eu tive que comprar e bater no peito. Eu nem conheço muito bem essa Brunna que bateu de frente e foi atrás do que queria. Mas eu olho para trás e penso que eu construí tudo isso. Tenho muito orgulho.















