
A gente sabe: crianças ficam empolgadas nas férias de inverno. A pausa nas responsabilidades faz bem para todo mundo — até para os pequenos, que, não raro, voltam suas energias para aquele mascote peludo que, até então, só podiam ver entre uma aula e outra, depois de fazer os temas e estudar para as provas.
Enfim, férias! Bom para os filhos? Sim, demais. Mas nem sempre é bom para os pets. A mudança na rotina traz novas situações e lá vai a mãe se desdobrar para tentar manter a ordem em casa.
Para dar uma luz sobre o que costuma acontecer nessa época do ano, reunimos algumas situações bem comuns nas férias escolares que exigem atenção extra quando filhos e pets passam mais tempo juntos. Confira!
1. Incômodos com o calor
Lareira, estufa e ar-condicionado podem deixar um mascote bastante incomodado com o excesso de calor. Então, fique atenta ao comportamento do animalzinho, especialmente se a família vai passar mais tempo reunida em um ambiente quentinho. Ele pode se mostrar agitado e querer sair. Deixe-o procurar o lugar onde se sente melhor.
2. Não subestime a hora do banho
Crianças podem pedir para dar banho no mascote agora que têm boa parte do tempo livre. Isso é muito bacana, mas não subestime o tamanho do seu mascote quando o assunto é mordida ou arranhão. Acredite: pode ser bem feio, mesmo vindo de um Pinscher.
As crianças podem estar cheias de boa vontade, mas escorregões, shampoo nos olhos e água quente podem elevar o estresse dos animais que, acuados, tentam fugir ou podem atacar.
3. O pós-banho pode não ser tão divertido
É comum que as crianças se voluntariem para dar banho em seus bichinhos – mas secá-los já é outro capítulo. A tarefa de conter um animal entre as pernas e segurar o secador com uma mão não é tão divertida quanto parece. Um banho sem a devida secagem pode deixar muitos nós no pelo do mascote. Reserve um tempo para desfazer o estrago que isso pode causar na estética do bichinho.
4. A hora do passeio
Assumir a responsabilidade de levar o bichinho para passear pode ser interessante, mas é preciso cuidado se o tutor mirim não está acostumado a isso. Alguns pets dão mais trabalho, são curiosos e quase arrastam seus tutores durante as caminhadas.
Crianças podem não ter noção da força que um cachorro exerce na guia, o que pode resultar em tombos – ou até na fuga do mascote. Atenção redobrada também quando crianças e cães param próximo ao meio-fio: o cachorro pode atravessar antes da hora e levar a criança junto.
5. Encontros em casa
Se uma mãe já sente um frio na espinha ao pensar em reunir coleguinhas dentro de casa, imagine o mascote ao ver aquela turma agitada. O ideal é manter seu cão, gato e até o passarinho longe dessa confusão. Gatos sobem nas alturas, cachorros se escondem onde podem, mas sabemos que as crianças vão encontrá-los. E nem todos os animais gostam de ser tocados por desconhecidos.
6. Acidente podem acontecer
Por mais bonachão que seja seu mascote – aquele que deixa todo mundo fazer o que quiser com ele – não confie apenas no histórico de “bicho bonzinho”. Um dedo acidental no olho do animal pode mudar completamente a configuração até então conhecida.
7. Tosar o pet também é importante no inverno
Sim, estamos no inverno, mas aparar o pelo de animais peludos pode facilitar não só a higiene, como também a interação entre pets e crianças. As que têm permissão e sabem banhar seus mascotes não precisarão gastar tanto tempo no trato do animal quando ele estiver com o pelo mais curto, o que torna essa atividade bem mais divertida.
8. Cuide dos “petiscos” espalhados pela casa
Filho em casa pode ser sinônimo de salgadinhos e doces espalhados por todos os cantos. E, claro, os pets acabam encontrando esses “petiscos” e comendo, o que pode estar por trás daquela diarreia inexplicável.
Oriente seus filhos a não oferecerem restos de comida aos bichinhos, especialmente nesse período de férias, pois eles podem sofrer com dores intestinais. O mesmo vale para os coleguinhas que passam a tarde por aí
9. Na hora de visitar a casa dos outros
Oriente seu filho a manter distância dos animais domésticos da casa dos outros amigos. O mesmo vale para a casa da avó. A rotina alterada pode afetar o humor de um gato acostumado ao silêncio, agora drasticamente interrompido.
10. Não invente moda com os pets na hora de viajar
Fazer algo inusitado nas férias dos filhos pode parecer muito bacana, mas atenção: o ineditismo pode sair caro. Seu pet não sabe o que “férias” significa e pode ter certeza de que ele não estará nem um pouco relaxado ao conhecer a neve pela primeira vez. Pessoas diferentes, locais desconhecidos e alimentação irregular podem causar grande estresse ao bichinho.
Deixar seu mascote com terceiros durante as férias escolares dos filhos não é, necessariamente, um ato de abandono. Dependendo da dinâmica familiar, ficar em um hotel para animais pode ser, sim, sinônimo de relaxamento para ele. Antes de fechar as malas e partir com o mascote, certifique-se de que ele realmente vai surfar a mesma onda que vocês. Caso contrário, o mal-estar dele pode comprometer as férias da família.
Daisy Vivian é diplomada pela UFRGS em Medicina Veterinária e Jornalismo. É autora dos livros "Cães e Gatos Sabem Ajudar Seus Donos" e "Olhe-me nos Olhos e Saiba Quem Você É", histórias reais sobre pessoas e seus animais de estimação.
