
Aos 74 anos, Vera Fischer compartilhou como a imaginação fértil e a experiência da solitude contribuíram para um maior autoconhecimento, inclusive na forma como encara o flerte.
— Às vezes, quando estou em um restaurante, gosto de flertar. Teve um dia, em São Paulo, que vi um rapaz mais jovem me olhando. Pensei: “Pronto, vem pedir autógrafo”. Não. Ele ficou me olhando e eu olhando para ele. Era uma paquera! É gostoso paquerar assim, fica uma coisa meio na imaginação — relata a atriz, em entrevista à revista Marie Claire.
A atriz relatou outros aspectos íntimos da vida pessoal, além de reflexões sobre envelhecimento e liberdade sexual.
— Chega uma certa hora em que a solitude ajuda. E tem o seguinte: ninguém conhece nosso corpo melhor do que nós mesmas. Por que não podemos falar alto sobre masturbação? Podemos sim! É uma coisa que me dá muito prazer. Minha imaginação é muito fértil, imagino milhares de coisas para ficar excitada.
Considerada um dos maiores sex symbols do Brasil, a atriz afirmou que enfrentou assédio ao longo da carreira. Segundo Vera, os episódios eram frequentes e aconteciam "de forma brutal", impactando sua trajetória profissional.
— Na minha época, as pessoas até achavam que eu merecia o assédio. Pensavam que, por eu ser muito bonita, não podia ser uma boa atriz e deixavam fazer o que quisessem comigo — relatou.
Atualmente, segundo Vera, o assédio também se estende ao ambiente online. A atriz afirmou que os julgamentos são frequentes e surgem a cada movimentação nas redes sociais. As críticas, no entanto, seriam ínfimas perto do carinho que recebe dos fãs:
— Às vezes eu boto foto com uma roupa bem decotada, aí falam: “Gente, ela tem 74 anos, não pode usar uma roupa tão decotada”. Ou posto um maiô e dizem o mesmo. Mas a maioria me ama. Depois dos 70 você pode ter saúde, se cuidar, mas as rugas mostram que você viveu muito, riu muito, chorou muito. Eu não acho isso ruim.




