
O ator Juliano Cazarré, 45 anos, participou de um debate sobre "o papel do homem nos tempos atuais" ao lado da psicanalista Vera Iaconelli e do consultor em equidade de gênero e raça Ismael dos Anjos.
A discussão, transmitida durante o programa GloboNews Debate na noite desta terça-feira (12), viralizou nas redes sociais.
Recentemente, Cazarré também repercutiu ao divulgar o evento O Farol e a Forja, apresentado como "o maior encontro de homens do Brasil". A iniciativa recebeu críticas do público e de famosos.
Argumentos controversos
No trecho que mais circulou nas redes sociais, Cazarré afirmou que "mais mulheres mataram homens" no Brasil do "homens mataram mulheres".
— Tem 2.500 homens assassinados por mulheres, no período em que nós tivemos 1.500 mulheres assassinadas por homens — complementou o ator, sem citar a fonte dos números (assista abaixo).
A fala foi contestada por Ismael dos Anjos durante o debate. O consultor afirmou que a comparação é inadequada porque feminicídio é um crime com definição específica: quando uma mulher é morta em razão do gênero. Segundo ele, o dado citado por Cazarré sobre mulheres assassinadas não representa o total de vítimas de homicídio feminino no país.
Confira o trecho que viralizou
O Farol e a Forja
O evento promovido por Juliano Cazarré está marcado para os dias 24, 25 e 26 de julho, em São Paulo.
Segundo o ator, a programação de O Farol e a Forja é dividida em três pilares. O primeiro aborda "vida profissional, liderança, empreendedorismo, mercado digital, legado". O segundo trata de "vida pessoal, família, virtudes, paternidade, saúde masculina, dieta, treino, cultura", já o terceiro é dedicado à "vida anterior, masculinidade e cristianismo".
Na GloboNews, Cazarré defendeu a iniciativa e afirmou que o projeto busca dialogar com "homens e meninos" que, segundo ele, foram esquecidos pela sociedade.
— Eu estou falando para essa galera que foi esquecida. Eu estou falando para os homens e meninos que estão há 20 anos ouvindo que todos eles são tóxicos só pelo fato de serem homens.
As falas também foram contestadas pela psicanalista Vera Iaconelli. Segundo ela, os homens precisam ouvir mais as mulheres em debates sobre violência de gênero.
— Quando as mulheres falam ‘olha, parem de nos matar’, elas não estão falando ‘parem de serem homens’. Sejam outro tipo de homem, repensem a masculinidade (...) Homens estão ficando muito ofendidos de ouvir mulheres. Eles pensam que tudo é uma acusação — disse a psicanalista.


