Por ter passado a vida toda no mesmo bairro, o morador de 34 anos decidiu, ao invés de mudar de endereço, construir uma nova morada no mesmo terreno da casa da família. Com 93 metros quadrados e dois andares, a nova residência envolveu uma série de soluções que primaram pela qualidade de vida: leia-se cuidados especiais com luz e ventilação naturais.
Embora pensada para ter uma ligação visual com a construção preexistente, a nova casa tem acesso independente.
– A maior preocupação entre os estilos foi que as casas não divergissem totalmente de linguagem, pois, mesmo sendo dois elementos separados e de escalas bastante diferentes, estão lado a lado, e por isso a harmonia era muito importante. Além disso, houve bastante cuidado quanto aos alinhamentos, nivelamento entre a altura dos primeiros pavimentos e o afastamento para permitir entrada de ventilação e iluminação natural – explica Roberta Marquardt, que assina o projeto Raíssa Acunha e Andressa Giacomazzi, titulares do escritório Horta Arquitetura.
Como o espaço não era muito amplo, contam as arquitetas, a tecnologia construtiva foi escolhida para proporcionar ambientes internamente livres de pilares. Blocos cerâmicos e laje pré-moldada com vigotas ganharam importância nesta seleção. Além de serem, como ressaltam, escolhas que viabilizaram a questão financeira para o orçamento enxuto.
A divisão interna tem como padrão ser acolhedora para receber: o pavimento térreo abriga os usos de cozinha e sala de estar de maneira integrada, e a escada está no centro, criando uma divisória permeável entre estes dois recantos. Também é interligado ao pátio, onde fica a churrasqueira.