
Na era das trends, a personalização virou objeto de desejo. A busca por conexão, identidade e presença marcam a mudança de comportamento dos consumidores. No setor moveleiro, a busca pela beleza e unicidade acompanha o funcional.
Conforme dados da Global Growth Insights, no mercado de luxo cerca de 68% dos compradores investem em decoração premium e mais de 50% preferem personalização. A busca por móveis de design apresenta crescimento, fomentado pela valorização da exclusividade.
A materialidade dos objetos também comunica narrativas. A peça de design ultrapassa a barreira do aspecto físico e funcional e se transforma em linguagem ao imprimir identidade cultural e social.
A Casa de Alessa, localizada na Avenida Carlos Gomes, 437, em Porto Alegre, foi palco da primeira edição do Design Session, iniciativa criada para promover encontros e reflexões sobre design, arquitetura e criatividade. A pauta esteve no centro da conversa conduzida pelas fundadoras do Studio Sette7 na palestra "Recortes DW Milão e Premiação iF Berlim 2026: quando a matéria define o futuro do design". O mundo está olhando para o design brasileiro porque ele oferece uma visão própria sobre materialidade.
Segundo Vivian Coser, designer e sócia do Studio Sette7, essa ideia se manifesta no DNA da empresa:
— A gente entende que a composição e a personalização dos produtos são estruturadas de acordo com a personalidade de cada um. Então, isso faz ter uma força no resultado.
- Saiba mais sobre a Casa de Alessa em www.casadealessa.com.br
Do Brasil para o mundo
O reconhecimento do design brasileiro no cenário internacional está em expansão. Em 2026, o Brasil alcançou a marca de 112 projetos premiados no iF Design Award, uma das mais prestigiadas premiações do setor. A Casa de Alessa reúne peças premiadas nacional e internacionalmente. Entre elas, o sofá Pedras, da designer brasileira Roberta Banqueri, vencedor do A' Design Award, e a poltrona Ava, premiada pelo Museu da Casa Brasileira, de Guto Indio da Costa.
O Studio Sette7 também coleciona reconhecimentos internacionais. A designer e sócia Vivian Coser, responsável pela criação das peças desenvolvidas pelo estúdio, é a única profissional não italiana a conquistar o prêmio Maestro della Pietra, distinção que homenageia especialistas que se destacam pelo uso criativo e técnico da pedra natural. A honraria integra a Marmomac, uma das mais importantes feiras de rochas naturais do mundo, realizada anualmente em Verona, na Itália.
Porém, segundo ela, é comum que, na venda internacional, não se destaque que o material é brasileiro.
— Poucas pessoas sabem que as pedras são nossas, porque eles não divulgam. Então me dá aquela dorzinha. Nossas pedras são brasileiras, e às vezes os italianos divulgam como sendo deles. Eu fico com essa inquietação de realmente explicar e fazer a pessoa entender que a gente precisa valorizar o que é nosso — ressalta Vivian.
Identidade
Ao usar pedras e rochas como principal matéria-prima, o Studio Sette7 aposta em durabilidade como matriz de marca. Segundo Erika Coser, sócia do Studio Sette7, os móveis traduzem sustentabilidade, durabilidade e estética:
— A gente trabalha com materiais de longo ciclo de vida. Para a gente, isso é fundamental porque é muito sustentável, e é o que mais desejamos: ter peças em acervos familiares.
Além disso, ela destaca a baixa manutenção e facilidade de limpeza no uso funcional e familiar do lar. Também reforça que o retorno dos clientes é positivo:
— Eu escuto muito dos nossos clientes que a nossa peça traz autoestima. O orgulho de ter aquela peça em casa dá vontade de começar a receber mais pessoas. Eu acho muito interessante esse feedback, você se sente mais feliz com aquelas peças em casa — afirma.

Design Sessions
O Design Sessions é uma iniciativa da Casa de Alessa para pautar debates sobre o mercado de design brasileiro. Em Porto Alegre, os eventos acontecem no rooftop da loja. Na primeira edição, receberam as irmãs Vivian e Erika Coser, do Studio Sette7.
Ao reunir arquitetos, designers e curadores de móveis, o espaço enaltece a unicidade do trabalho brasileiro e amplia discussões sobre o presente e futuro do mercado moveleiro. A lógica visa a significação e a criação da identidade, valorizando o artesanal, a sustentabilidade e a economia circular.
— O movimento que a Casa de Alessa está proporcionando, principalmente para o mercado aqui em Porto Alegre, é o de valorizar o que é nosso, trazendo tudo o que há por trás da pesquisa para chegar até o produto — reflete Vivian.
E Érika complementa:
— Toda a estrutura que a Casa de Alessa organizou com essa curadoria, estamos aqui ao lado dos grandes designers brasileiros, então acho que é uma união de forças para curadorias realmente potentes e projetos que vão fazer toda a diferença na vida das pessoas.
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