
O Capincho Restaurante é um daqueles lugares em que a experiência começa antes de sentar à mesa. O restaurante ocupa um casarão no Moinhos de Vento e funciona em dois ambientes bem definidos. Embaixo, um clima mais de refeição, com salão interno e jardim; em cima, um bar que por si só já valeria a visita, com drinks autorais e possibilidade de comer ali também.
Eu fico dividida entre ir para jantar ou simplesmente ficar nas entradas para compartilhar – que, sinceramente, têm muito meu amor. O coração de galinha e o presunto cru me ganham fácil. A carta de vinhos é um capítulo à parte, muito bem montada, com rótulos de diferentes origens e boa presença de vinhos gaúchos.
O comando do chef Marcelo Schambeck traz uma cozinha autoral que parte de referências do Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai – o próprio nome “capincho”, como a capivara é chamada no Cone Sul, dá essa pista. São pratos construídos a partir de ingredientes regionais e sazonais, com técnica e leitura contemporânea.
No prato principal, o costelão de cocção lenta é o destaque – após 16 horas no forno, o generoso pedaço de carne recebe molho demi-glace e é acompanhado de um purê de batatas clássico com cenoura assada.
O Capincho não é um restaurante casual de última hora – é lugar para reservar (importante) e ir com tempo. Degustar o ambiente também faz parte do cardápio.
O Capincho fica na Praça Maurício Cardoso, 61. Abre de terça a sexta, das 19h às 22h30min. Sábados, das 12h às 15h e das 19h às 22h30min. Reservas pelo WhatsApp (51) 99482-1042 ou pelo perfil @CapinchoRestaurante.
Olhando para cima na Capital

Você já notou que várias fachadas de prédios em Porto Alegre estão mais bonitas, com murais artísticos e coloridos? É o Festival Olhe pra Cima que está acontecendo e vem, desde 2021, transformando Porto Alegre em um circuito de arte a céu aberto.
Já são 19 murais espalhados por bairros como Centro Histórico, Independência, Floresta e Cidade Baixa, somando mais de 9 mil m² de intervenções em fachadas.
Nesta quinta edição, ao longo de 2026, o festival traz os trabalhos dos artistas Aline Bispo, Apolo Torres, Gordo Muswieck, Jocelyn Burgos, Lídia Brancher e Renan Santos em pontos como as avenidas Independência, Cristóvão Colombo, Borges de Medeiros e ruas do Centro Histórico. A proposta quer movimentar a cultura e reforça vínculos, além de ajudar a reconstruir a sensação de pertencimento – tirando as ruas do papel de passagem e colocando como espaço de convivência.
Como complemento, o MACRS (Rua Comendador Azevedo, 256, bairro Floresta, em Porto Alegre) recebe, desde a última quinta-feira, uma mostra gratuita com o acervo do festival, reunindo imagens de todas as edições. A exposição fica em cartaz até 9 de maio.
Mudanças na hora de viajar para Europa

Está prometido para entrar em vigor nesse mês de abril o EES – um novo sistema eletrônico que vai registrar a entrada e saída de viajantes de fora da União Europeia no Espaço Schengen. Ao todo, 29 países europeus vão adotar o EES, incluindo destinos populares como França, Itália, Alemanha, Espanha, Portugal e Grécia.
Na prática, ele substitui o carimbo no passaporte por um controle digital, com coleta de dados do documento, foto facial e impressões digitais, além de registrar data, hora e local da passagem pela fronteira.
A principal mudança aparece na primeira entrada após a implementação: será necessário fazer um cadastro biométrico, em totens de autoatendimento ou com um agente de fronteira. Nas viagens seguintes, a checagem tende a ser mais rápida, com uso de reconhecimento facial.
O sistema também passa a calcular automaticamente quanto tempo o viajante ainda pode permanecer no Espaço Schengen.



