
Tu já imaginou almoçar ou jantar em um restaurante que muda o menu a cada dois meses, trazendo sempre novidades, ousadia e sabor? Pois essa é a proposta do Libertino, comandado pelo talentoso chef Mauri Olmi, um nome que admiro muito pela criatividade e entrega em cada detalhe.
Minha história com o Libertino começou de forma especial. Costumo sair ao menos uma vez por mês com a minha prima, Alice Furtado, para conhecer lugares diferentes e nos presentear com aquela comida de “ficar de queixo caído”.
Foi assim que descobrimos o Libertino pela primeira vez, em um jantar que nos deixou hipnotizadas com os sabores e com a própria casa. Lembro bem: experimentamos uma das sobremesas mais incríveis das nossas vidas e saímos dali já sonhando em voltar.
Quando minha colega Milene Magnus contou que iríamos gravar lá, não tive dúvidas: queria viver essa experiência novamente.
O Libertino fica em um casarão branco na Rua Santo Antônio. Por fora, discreto; por dentro, revela uma explosão de personalidade.
As paredes carregam arte, o salão é acolhedor e há um balcão para quem prefere assistir de perto à orquestra da cozinha, enquanto as mesas espalhadas pelo ambiente convidam tanto a encontros românticos quanto a jantares entre amigos.
É um espaço versátil, que poderia facilmente abrigar um aniversário, uma formatura ou até aquele date especial.
A gastronomia
Bebida

Para iniciar a noite, brindamos com uma espumante incrível, o Résistance brut natural branco. O frescor dela já deu o tom da experiência que viria a seguir.
Entradas
As entradas chegaram em sequência e impressionaram pelo equilíbrio de sabores e combinações inusitadas.
A burrata (R$ 87) veio acompanhada de geleia de bergamota e azeite de erva-mate - cremosa, adocicada e surpreendente.

O tartar (R$ 78) com morango picado e manjericão foi um dos mais instigantes: o doce do morango confundia o cérebro, contrastando com a carne de forma ousada e deliciosa.

O espetinho de coração (R$ 64), temperado com furikake e shissô, mostrou como é possível reinventar um clássico de boteco.

A babaganoush de abobrinha com tahine e cebola frita (R$ 62) era cremosa, com notas tostadas e o crocante das cebolas fechava a colherada com o contraste perfeito.

Já a mandioquinha com framboesa e gorgonzola (R$ 68) trouxe intensidade e frescor, numa combinação diferente e ousada.

Principais
Nos pratos principais, provamos três criações do chef. O polvo com bagna cauda e batata (R$ 129) estava simplesmente perfeito: macio, saboroso e muito bem executado.

O porco com tomates e béarnaise (R$ 89) trouxe aquele ar de comfort food, familiar e reconfortante, mas elevado a um nível de refinamento que só o Libertino sabe entregar.

Já a cavatelli com nduja e marisco (R$ 87) foi uma explosão de sabores, intensa e levemente apimentada, mostrando a coragem da casa em ousar nos temperos.

Sobremesas
As sobremesas seguiram o nível. A queijadinha com abóbora em calda e requeijão (R$ 39) apareceu doce na medida, com textura aveludada e aquele perfume que pede uma colherada atrás da outra.

E a focaccia servida com gelato de pão, mel e amoras (R$ 39) foi o gran finale inesperado: jogo de temperaturas, doçura elegante e memória de padaria em versão autoral - facilmente entre as melhores sobremesas que já provamos.

Veredito
O Libertino é daqueles lugares que deixam marca. A cada visita, uma experiência nova. O menu muda a cada dois meses, sempre com a promessa de surpreender. E a gente, claro, já está ansiosa para voltar.
Libertino
Endereço: Rua Santo Antônio, 801.
Horário de funcionamento: terça a quinta, das 19h às 23h. Sexta, 19h às 23h30min. Sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h. Domingo, das 12h às 15h.
@libertino.poa
