
No último sábado (11), a Redenção recebeu pela primeira vez o Vai de Vinho Brasileiro Festival. Após a edição de estreia, realizada em 2025, em Florianópolis, chegou a vez da capital gaúcha abrir espaço para fomentar o enoturismo. Com 18 vinícolas confirmadas, o encontro, buscou aproximar o público das histórias e dos terroirs de cada rótulo apresentado.
Idealizado pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do RS (Consevitis-RS), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o evento busca divulgar, valorizar e aproximar o público do vinho. Segundo Cristina Carniel, gerente de Promoção para o Mercado Interno do Consevitis-RS, após reunir mais de 2 mil pessoas na primeira edição em Santa Catarina, o festival se consolida como porta de entrada para o enoturismo.
— Para um instituto que tem entre seus pilares a promoção do setor, realizar o Vai de Vinho Brasileiro Festival é importante porque conecta o consumidor diretamente ao produtor, divulga a pluralidade dos rótulos gaúchos, fortalece a identidade do Estado como maior polo vitivinícola do país e contribui para a formação de uma nova geração de apreciadores, valorizando as experiências sociais e o consumo moderado — afirma.
Conexão com vinícolas
Com quase 100 rótulos disponíveis, além de sucos de uva para venda, o público conseguiu aproveitar a programação ao ar livre para degustar diferentes vinhos, conversar com produtores locais, entender melhor seu próprio perfil de consumo e curtir o evento em família.
— Levar o evento para Porto Alegre, capital dos gaúchos, simboliza a consagração de uma bebida que representa o Estado. A edição local é uma versão ampliada do projeto piloto e contará com mais vinícolas, espaço kids, parcerias estratégicas e um plano de divulgação mais robusto — destaca Cristina.
Como bons apreciadores do enoturismo, o Destemperados também marcou presença no evento. A sócia-fundadora Lela Zaniol esteve no local entrevistando o público e compartilhando suas percepções por meio do Rolê Destemps. Foi uma oportunidade para que os gaúchos respondessem perguntas e descubrissem o seu perfil de vinho.
Espaço para toda a família
Embora o vinho seja o protagonista, o evento foi pensado para receber diferentes públicos. A estrutura inclui espaços de convivência, food trucks com variadas opções gastronômicas, discotecagem e área kids para o entretenimento das crianças.
— Ao despertar a curiosidade no ambiente urbano, incentivamos o interesse por explorar as regiões produtoras. Porto Alegre está próxima da Serra Gaúcha, principal polo do Estado, e vive um movimento crescente de wine bars, lojas especializadas, vinícolas urbanas e eventos de rua. Isso mantém a cultura do vinho ativa também na capital — aponta Cristina.
Incentivo à produção local
O movimento também impulsiona outros setores ligados ao enoturismo. É o caso da Apil, que vê no evento uma oportunidade de destacar a qualidade dos laticínios gaúchos, tradicionalmente associados ao consumo de vinho.
— A parceria com o Consevitis-RS agrega valor ao evento, já que nasce de um propósito comum: valorizar cadeias produtivas que fazem parte da identidade do Rio Grande do Sul. A conexão entre vinho e queijo é natural e culturalmente reconhecida — afirma Gabriela Brustolin, da diretoria de Marketing da Apil.
Segundo ela, iniciativas como essa incentivam o público a explorar experiências ligadas à gastronomia regional e a conhecer mais sobre produtos locais, como os apresentados no Memorial do Queijo Gaúcho, inaugurado em 2025 durante a 48ª Expointer.





