
No último sábado (11), aconteceu a primeira edição do Vai de Vinho Brasileiro Festival em Porto Alegre. Com diversas atrações e comercialização de vinhos, espumantes e sucos de uva, o evento reuniu cerca de 7 mil gaúchos que passaram pelo Parque da Redenção ao longo do dia.
Com quase cem rótulos disponíveis e 18 vinícolas presentes, a programação que começou às 16h e encerrou à noite, teve como objetivo principal aproximar o público das vinícolas gaúchas e democratizar o acesso à bebida, uma vez que o vinho nacional já conquista novos públicos.
— A presença massiva do público mostra que as pessoas aprovam o formato do evento, evidenciando mudanças nos hábitos de consumo e que elas estão dispostas a experimentar — evidencia a Gerente de Promoção Mercado Interno do Consevitis-RS, Cristina Carniel.
Diante da forte repercussão, o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), já avalia a possibilidade da realização de uma nova edição do festival na Capital, ainda em 2026.
Consumo de vinhos
Uma pesquisa desenvolvida em 2025 pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) em parceria com o Sebrae, ouviu 1.709 pessoas que consomem bebidas alcoólicas e revelou que pelo menos 70% delas consumiram vinho feito no Brasil nos últimos seis meses. Os dados reforçam o interesse do público pelo evento.
A contadora, Renata Tramontini, que já está acostumada a consumir assuntos do universo do enoturismo concorda que a dinâmica do evento permitiu um acesso democrático dos porto-alegrenses.
— Eu acho que um evento como esse mostra que o vinho é pra todo mundo, sabe? Ainda existe muito aquela ideia de que vinho é caro, é chique, é distante… e aqui dá pra ver que não precisa ser assim. Tem espaço pra quem já está acostumado, mas também pra quem nunca parou pra explorar. E isso faz toda a diferença. Porque a pessoa pode chegar, pagar R$ 15 em uma taça e experimentar, sem precisar investir alto logo de cara. Acho que isso aproxima muito mais gente do vinho — diz.
Para Rodrigo Zini, da vinícola boutique Berkano, localizada em Pinto Bandeira, o evento é uma oportunidade de divulgar o trabalho feito no Rio Grande do Sul.
— Porto Alegre acaba sendo uma grande vitrine pro vinho nacional. A gente tem a Serra Gaúcha como principal região produtora, mas é aqui que muita coisa ganha visibilidade. A cidade vem crescendo muito nesse segmento. Hoje já dá pra ver um movimento claro de restaurantes e lojas especializadas ampliando a presença de rótulos nacionais nas cartas. E isso também vem de uma demanda do público, que está cada vez mais interessado em consumir vinhos brasileiros — contextualiza.
Ao lado dele, outros produtores marcaram presença, disponibilizando sucos e espumantes. Esse foi o caso da Casa Santini, que teve seu início com foco em vinhos de mesa e passou a desenvolver outros produtos que acompanham as tendências do mercado. De acordo com o representante da vinícola na feira Miguel Ângelo Barreiro, o Festival se torna uma oportunidade de expor essas opções.
— Esse tipo de iniciativa aproxima não só o consumidor final, mas também restaurantes, empórios e outros parceiros. No fim das contas, é sobre dar visibilidade ao que é nosso. O vinho é gaúcho, então nada mais natural do que incentivar esse consumo — explica.
O Rolê Destemps contou com a presença da sócia fundadora Lela Zaniol, que entrevistou o público a convite do Consevitis e Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil).





