
O final de Três Graças, exibido na noite de sexta-feira (15), amarrou o destino de protagonistas e antagonistas com doses de justiça e momentos que agitaram as redes sociais. Ferette, Samira e Arminda tiveram desfechos marcantes, cada uma a seu estilo. Também não faltou o clássico final feliz para a mocinha da trama.
O último capítulo começou com Ferette ordenando que Gerluce fosse sozinha ao seu encontro, sem polícia, enquanto mantinha a bebê Aninha como refém. No galpão, Gerluce encontrou Samira com a criança no colo, numa pose calculada que evocou Nazaré Tedesco.
A vilã chegou a insinuar que criaria a menina. Ferette fez Gerluce desmaiar, mas Paulinho, que vigiava o local, atirou na mão dele. A polícia entrou em cena e a dupla foi algemada e presa ainda no galpão.
Com a filha a salvo, Gerluce correu para a igreja, casou com Paulinho e, tempos depois, assumiu a fundação da família, agora rebatizada como Três Graças.
A última aparição das vilãs
Oito anos se passam. Samira aparece presa e sozinha na cadeia, em um melancólico dia de visita. Sem aliados, sem plateia.
Ferette também cumpre pena. Na prisão, é comparado a Hitler por outros detentos. Isolado, tem uma alucinação com Gerluce — a obsessão que o condenou.
Mas foi Arminda quem roubou a cena final. Ela ressurge inesperadamente na mansão da família. Sem dizer uma palavra, sobe a escada exata de onde, no passado, empurrou Célio. Então, se joga lá de cima. No chão, Arminda abre os olhos e dispara:
— Era isso que vocês queriam, não era?
Em seguida, plena e ciente do próprio impacto, emenda a frase que fechou a novela com pose de estrela:
— Pronta para o close, Luiz Henrique Rios — numa referência direta ao diretor artístico da trama.
Logo depois, Arminda desaparece. Rogério, Zenilda e Josefa retornam à mansão e não encontram mais ninguém. Nem ela, nem as Três Graças. O sumiço coletivo deixou um gancho enigmático no ar e alimentou a dúvida: seria um ponto final ou a promessa de algo mais?
Fim com castigo para umas, solidão para outros — e um close inesquecível para a vilã que nunca soube sair de cena sem aplausos.


